Um homem suspeito de participar de um sequestro em Vila do Conde, no município de Barcarena, no nordeste do Pará, foi preso pela Polícia Civil na segunda-feira (21), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A vítima foi mantida em cativeiro por quase 22 horas e libertada durante a apuração do caso.
O crime aconteceu por volta das 18h30 de domingo (20). Conforme a Polícia Civil, aproximadamente sete homens armados e encapuzados chegaram a uma residência em uma Toyota Hilux preta, descaracterizada. O grupo teria usado roupas com insígnias e distintivos falsos da corporação para entrar no imóvel.
Uma das pessoas que estavam na casa teria sido atingida com coronhadas na cabeça. Os suspeitos também fizeram um disparo dentro da residência e levaram uma mulher. Para libertá-la, teriam exigido R$ 150 mil.
A vítima foi encontrada na localidade de Colônia Velha, na zona rural de Abaetetuba. A operação reuniu policiais da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, da Delegacia de Abaetetuba, do Núcleo de Apoio à Investigação e da Divisão de Repressão ao Crime Organizado.
Prisões e apreensões
Shelldon Roberto Nobre Gouveia foi detido em Ananindeua. Segundo a Polícia Civil, ele confessou participação no sequestro e estava foragido do sistema prisional.
Os investigadores também chegaram a uma casa onde integrantes do grupo poderiam estar escondidos. No endereço, um segundo suspeito, de 38 anos, teria tentado escapar e resistido à abordagem. Ele foi contido e preso. A polícia informou ainda que o homem usava tornozeleira eletrônica.
No imóvel, foram apreendidas três armas de fogo, munições, dois coletes balísticos, roupas e identificações falsas da Polícia Civil, além de balaclavas, rádio comunicador, coldre tático e um conjunto de chaves mixas, que pode ser usado em arrombamentos.
Entre as armas estavam uma escopeta calibre 12, uma pistola calibre 9 milímetros e uma arma calibre .380. Também foram recolhidas camisas pretas com insígnias semelhantes às da Polícia Civil, uma camisa de manga longa com a mesma identificação e equipamentos táticos. A investigação continua para localizar outros envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito.








