Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Helicópteros somam 21 mortes no Brasil até 22 de 2026

Painel da FAB registra cinco acidentes fatais; frota de helicópteros cresceu cerca de 23% entre maio de 2024 e maio de 2026.

Helicópteros somam 21 mortes no Brasil até 22 de 2026

O Brasil contabilizou 21 mortes em cinco acidentes fatais envolvendo helicópteros até terça-feira (22). O levantamento considera a série estatística da Aeronáutica iniciada em 2018 e indica que o número já supera as 16 vítimas registradas ao longo de todo aquele ano.

Os dados estão no Painel Sipaer, da Força Aérea Brasileira. Em 2025, foram sete mortes; em 2024, 15. Neste ano, os óbitos em acidentes com helicópteros correspondem a 43% das mortes registradas em acidentes aéreos no país.

Frota maior e análise dos indicadores

O aumento das mortes ocorre em um período de expansão da aviação executiva, segmento que inclui helicópteros. Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil, mostram que a frota passou de 9.460 aeronaves em maio de 2022 para 11.362 em maio de 2026, alta de 20,1% em quatro anos.

Considerando apenas os helicópteros, o total subiu de 1.889 para 2.315 unidades entre maio de 2024 e maio de 2026, avanço de cerca de 23%.

Para João Luna, especialista em segurança de aviação e aeronavegabilidade continuada, a quantidade absoluta de mortes não é suficiente para indicar piora na segurança operacional. Segundo ele, o dado não configura “uma tendência estrutural”. A avaliação também deve considerar a taxa de acidentes por horas voadas, a proporção de acidentes fatais, a severidade média dos casos e a evolução de cada segmento ao longo de vários anos.

Concentração de ocorrências no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro concentrou 64% dos acidentes e incidentes com helicópteros registrados no país entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Em 14 de junho, dois helicópteros colidiram no ar sobre a avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, e caíram em um pátio de veículos. Seis ocupantes morreram, entre eles o cantor americano Oliver Tree.

Em 8 de agosto, outro helicóptero caiu em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. O acidente matou o piloto e três turistas colombianas da mesma família.

Luna relaciona a concentração ao perfil de operação da região, que reúne voos panorâmicos e táxi aéreo urbano em espaço aéreo de alta densidade, com diferentes operadores compartilhando corredores visuais.

Acidente em Santa Catarina

O acidente mais recente ocorreu fora do Rio de Janeiro. Na manhã de terça-feira (22), o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina localizou os destroços do helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla com Renner, na serra catarinense.

A aeronave saiu de Porto Belo, no litoral, com destino a São Joaquim na segunda-feira (21). Após perder contato durante o trajeto, foi dada como desaparecida. Nenhuma das cinco pessoas a bordo sobreviveu: Rick, o empresário Bruno Avelar, o piloto, o copiloto e um videomaker.

Os destroços foram encontrados em uma área de mata de difícil acesso após 13 horas de operação. A localização contou com uma aeronave dos bombeiros e apoio da Força Aérea Brasileira.

Como medida de atenção para autoridades e operadores, Luna defende o reforço dos Sistemas de Gerenciamento de Segurança Operacional, da cultura de reporte voluntário de ocorrências e do planejamento de voos em corredores compartilhados. Essas medidas já fazem parte do arcabouço regulatório vigente.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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