RIO DE JANEIRO — A casa alugada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para um ministro identificado nas mensagens como “KN” foi reservada por R$ 1,5 milhão durante o Carnaval de 2025. Avaliado em R$ 250 milhões, o imóvel pertence ao ator Márcio Garcia, tem praia particular e projeto paisagístico assinado por Burle Marx.
A mansão fica no Joá, entre o Leblon e a Barra da Tijuca. São 2 mil metros quadrados de área construída e seis mil metros quadrados de área livre. Entre as estruturas disponíveis estão piscina com raias semi-olímpicas, spa com sauna a vapor e hidromassagem ozonizada, boate e sistema inteligente para controlar iluminação, cortinas e som ambiente.
As conversas indicam que Vorcaro destinou a residência a “KN” e ao desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Investigadores da Polícia Federal apontam que o ministro seria Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é amigo de Ramos.
Nunes Marques negou ter mantido contato com Vorcaro ou feito pedidos a ele: “nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro nem pediu nada a ele”. Newton Ramos não se pronunciou. A advogada Camila Ramos, esposa do desembargador, afirmou que presta serviços ao Banco Master desde 2023, em processos cíveis, principalmente na área tributária.
Ela disse que utilizou uma residência oferecida no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025, onde ficou com o marido e os filhos, sem pagamento, relação comercial ou interesse profissional.
Estrutura preparada para os convidados
Além de sete suítes e 18 banheiros, a casa tem escritório, campo de minigolfe, sala de cinema e vista para o mar nas proximidades da Pedra da Gávea. O condomínio dispõe de academia, quadras de tênis e futebol, tirolesa e segurança armada 24 horas.
As mensagens também tratam da contratação de chef de cozinha, garçons e motoristas. Entre as bebidas previstas estavam Whisky Macallan 12, Sassicaia, Chablis, Moët Chandon e Dom Pérignon.
Em 19 de fevereiro de 2025, o responsável pela logística das viagens de Vorcaro disse que Newton Ramos havia pedido informações porque precisava repassá-las ao ministro. Os diálogos ainda mencionam camarote, kits, motoristas e passeio de helicóptero para o período.







