A jogadora paralímpica de vôlei sentado Luiza Guisso Fiorese passou por uma amputação nesta quarta-feira. A decisão foi tomada depois de anos de dores e internações, com o objetivo de ampliar sua autonomia e voltar a realizar atividades fora do hospital.
Medalhista de ouro no Mundial da Bósnia 2022 e de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, Luiza explicou a escolha em uma publicação no Instagram. “Eu não tô vendo isso como perda, eu tô vendo isso como um ganho de liberdade”, afirmou.
A atleta recebeu o diagnóstico de câncer no fêmur esquerdo aos 15 anos. O tratamento incluiu uma cirurgia para substituir parte dos ossos da perna por uma endoprótese, o que alterou sua rotina e interrompeu a prática do handebol, seu primeiro esporte.
A dor aumentou após a quebra do espaçador que substituiu a endoprótese em uma cirurgia anterior. Luiza contou que passou 13 anos convivendo com a rotina hospitalar e espera que uma prótese externa permita novas possibilidades de vida.
“Me sinto pronta pra viver de novo e criar novas memórias”, escreveu a atleta na mesma rede social.
Trajetória no esporte paralímpico
Luiza conheceu o vôlei sentado em 2018, depois de receber uma ligação de uma jogadora da modalidade que a havia visto em um programa de televisão. O contato abriu caminho para a seleção e para competições internacionais.
Antes da cirurgia, ela publicou uma foto com o noivo, o também atleta Gabriel Garcia, e agradeceu o apoio recebido dos seguidores. “Me fortaleço em cada mensagem”, comentou.








