SÃO PAULO — A Polícia Civil investiga a invasão ao escritório do ex-vereador Milton Leite, em Santo Amaro, na zona sul da capital. O imóvel tinha sido revirado, e a ação foi percebida por uma vizinha, que chamou a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram, encontraram o portão da garagem aberto. Sobre um sofá, havia malotes com dinheiro, documentos pessoais e celulares. Também foram localizados cartões bancários e outros documentos, conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).
Dinheiro não foi levado
Os invasores estiveram no endereço no domingo, 20. Apesar de terem encontrado R$ 19.261 em espécie, eles não levaram o valor. Depois da perícia, o dinheiro e os demais itens foram recolhidos e encaminhados ao 11º Distrito Policial (Santo Amaro), responsável pelo registro da ocorrência.
A SSP informou que o caso foi registrado como furto a residência e localização e apreensão de objetos. O equipamento usado para armazenar as gravações das câmeras de segurança teria sido levado durante a invasão.
Imagens integram investigação
Sistemas de monitoramento instalados na Rua General Bráulio Guimarães registraram parte da movimentação. Nas imagens, um suspeito aparece abrindo o portão da garagem. Depois, outros integrantes do grupo deixam o local em um carro branco.
As gravações foram incorporadas à investigação da Polícia Civil, que busca identificar os responsáveis. A invasão ocorreu enquanto Milton Leite é investigado na Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).
A operação foi deflagrada na quinta-feira, 17, para apurar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. Leite se entregou à polícia na sexta-feira, 18, depois de ser alvo de um mandado de prisão. No sábado, 19, a Justiça de São Paulo manteve a prisão após a audiência de custódia. O ex-vereador afirma ser inocente.
Leite deixou a Câmara Municipal ao final de 2024, depois de exercer sete mandatos consecutivos e presidir a instituição por seis anos.







