Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Polícia indicia 13 pessoas por morte de ciclista em Copacabana

Cláudio Rafael foi agredido após ser confundido com o ladrão de uma bicicleta que pertencia à irmã dele.

Polícia indicia 13 pessoas por morte de ciclista em Copacabana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas pela morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana. O ciclista foi agredido depois de ser acusado de furtar uma bicicleta que pertencia à irmã dele.

Cinco pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado, com acusações de motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Quatro estão presas, e Wellington Luiz Santos de Souza permanece foragido.

O inquérito foi concluído na segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, e encaminhado ao Ministério Público. A investigação afirma que não houve demonstração de que Cláudio tivesse furtado a bicicleta.

Agressões em Copacabana

Segundo a polícia, Cláudio foi espancado na madrugada de 11 para 12 de agosto. Imagens de câmeras de segurança indicaram que ele foi cercado por seguranças que trabalhavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos.

A polícia relata que a vítima levou socos, chutes e golpes com um objeto de madeira. Cláudio ficou no chão por mais de 30 minutos antes de receber socorro. O laudo apontou traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

Os cinco indiciados por homicídio são Davi dos Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, identificados como seguranças de rua; Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, entregadores de aplicativo; e Wellington Luiz Santos de Souza, que, conforme a investigação, apareceu ao fim das agressões e chutou a cabeça da vítima.

Outros indiciamentos

A polícia também apontou a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança. De acordo com o inquérito, os pagamentos eram feitos de maneira informal, predominantemente em espécie e sem recibos.

Aluísio da Silva Filho e Antônio Marcos Pires Sudre da Silva foram indiciados por exercício ilegal da profissão de segurança de rua. Também respondem por esse crime os comerciantes Antônia Sandra Rodrigues Ferreira, Antônio Gonçalves Santiago Neto, Lucilene Barros da Silva e Antônio Ivan Alves Pereira.

João Cleber de Souza Santiago foi indiciado por omissão de socorro. Rayane de Souza Batista da Silva responde por lesão corporal por ter entregado o bastão de madeira usado por um dos agressores.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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