Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Três são indiciados após desabamento que matou seis pessoas em São Paulo

Polícia investiga responsáveis por obra que caiu sobre uma casa na Penha; uma servidora municipal também é investigada.

Três são indiciados após desabamento que matou seis pessoas em São Paulo

Três pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual após o desabamento de um prédio em construção que matou seis pessoas na Penha, zona leste de São Paulo. A queda ocorreu no sábado, 12, atingiu uma casa vizinha e também provocou o colapso da residência.

Foram indiciados Isis de Freitas Rodrigues Brandão, responsável legal pela New Home; o engenheiro Cristiano Salgado Vivacqua, responsável técnico pela obra; e Ronaldo dos Santos Vivacqua, apontado nas investigações como sócio oculto da empresa. Ronaldo está preso e nega envolvimento com a construtora. Testemunhas afirmaram à polícia que ele tinha influência nas atividades da companhia, incluindo a venda de apartamentos e presença frequente nas obras. Cristiano e Isis estão foragidos.

Investigação sobre a obra

A delegada Deidiene Fialho, do 24.° DP, informou que 12 pessoas já foram ouvidas. A perícia que deve apontar as causas do desabamento deve ser concluída dentro de 30 dias. A polícia ainda pode investigar outros envolvidos na construção e na aprovação administrativa do prédio.

A servidora municipal Viviane Rodrigues de Palma também é investigada. Ela assinou, em 2024, um laudo que atestava a demolição da estrutura anterior, condição para a liberação do alvará de construção. Ouvida pela polícia na terça-feira, 15, Viviane disse que foi ao local apenas para verificar essa demolição e que não fez uma inspeção na estrutura do edifício.

Segundo a delegada, a servidora afirmou que não entrou no prédio, não encontrou pessoas na construção e considerou que o local não estava abandonado. Ela também teria dito que foi enganada por Cristiano. Viviane foi ouvida pela Controladoria-Geral do Município na segunda-feira e teve o afastamento prorrogado por 120 dias.

A construção havia começado em 2019 e, conforme a Prefeitura de São Paulo, não tinha alvará. O município aplicou multas e determinou a interdição, mas a ordem não foi cumprida. Em 2021, a Procuradoria-Geral do Município obteve na Justiça uma liminar para interromper imediatamente os trabalhos. Um novo projeto foi apresentado em 2022, e outro alvará foi concedido em agosto de 2023, condicionado à demolição da estrutura anterior.

Mortes e outras apurações

Seis pessoas que estavam na casa morreram, entre elas uma mulher grávida. Outras duas, incluindo um bebê, foram resgatadas com vida e levadas ao hospital municipal do Tatuapé.

A Prefeitura de São Paulo abriu uma apuração na Controladoria-Geral do Município para examinar os procedimentos de fiscalização. O órgão também determinou o embargo de todas as obras em andamento na cidade das construtoras envolvidas no desabamento.

A New Home é alvo de outras investigações por estelionato. Ao menos 10 boletins de ocorrência foram registrados por clientes que afirmam ter comprado unidades da empresa sem recebê-las. A construtora abriu uma investigação interna e declarou que uma movimentação de terra em um terreno vizinho também será analisada como possível elemento ligado ao desabamento.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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