Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Hospital apura postagem de residente com dados de prontuário de paciente

HCFMRP-USP informou que tomou providências após publicação no X, que mostrava peso, altura e IMC de um paciente.

Hospital apura postagem de residente com dados de prontuário de paciente

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) informou que está adotando medidas após um médico residente publicar, no X, uma imagem de prontuário com dados de um paciente. A instituição classificou a conduta como preconceituosa e afirmou que pretende evitar a repetição do caso.

A publicação foi feita em 21 de setembro pelo residente Guilherme Lourenço Monteiro. A imagem apresentava informações de peso, altura e índice de massa corporal (IMC). O conteúdo chegou a 130 mil visualizações antes de ser apagado, e o perfil do médico foi excluído depois da repercussão.

Em nota, o HCFMRP-USP declarou: “Embora não tenha ocorrido exposição de identidade, a publicação é inadequada e não condiz com a postura profissional preconizada por esta instituição”. O hospital não informou se Guilherme continua vinculado à instituição.

Possível exposição de dados

O advogado em Direito Digital Marcelo Tesk afirmou que peso, altura e IMC são dados pessoais sensíveis protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo ele, existe risco de responsabilização se o paciente puder ser reconhecido a partir dessas informações e tiver sido exposto sem autorização.

Para Tesk, o prontuário só pode ser compartilhado com o próprio paciente ou mediante autorização prévia e expressa. Ele também explicou que a anonimização só ocorre quando não é possível identificar a pessoa, inclusive por meio indireto ou pelo cruzamento de dados.

A eventual responsabilização pode ocorrer nas áreas administrativa, ética, penal e civil. Entre as possibilidades estão medidas contra a empresa ou universidade, apuração no Conselho Regional de Medicina, investigação por possível violação de sigilo profissional e pedido de indenização por danos morais.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que não pode analisar casos concretos por atuar como instância recursal. Se houver julgamento no Conselho Regional de Medicina e recurso ao CFM, uma manifestação antecipada poderia invalidar o processo. Tesk acrescentou que o contexto também precisa ser considerado, incluindo a possibilidade de a postagem ter sido feita em tom de brincadeira ou para alertar sobre uma situação relacionada à obesidade.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5