BELÉM — Trabalhadores da construção civil de Belém iniciaram nesta quinta-feira (17) uma greve por tempo indeterminado. Durante um protesto realizado pela manhã, a categoria interditou a travessa 9 de Janeiro, entre as avenidas Magalhães Barata e José Malcher.
A paralisação foi aprovada em assembleia geral na terça-feira (15), depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo sindicato patronal nas negociações da campanha salarial. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário de Belém (STICMB) afirma que a oferta não contempla as principais reivindicações.
A proposta das empresas prevê reajuste de 4,5% nos salários e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), atualmente de R$ 350. Para a cesta básica, a oferta estabelece aumento de 12,5%, com o benefício passando de R$ 160 para R$ 180.
Reivindicações
Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 8%, PLR de R$ 405 e cesta básica de R$ 260. A pauta também inclui o pagamento dos salários até o dia 30 de cada mês, o recebimento do vale-transporte em dinheiro, a criação de uma política de classificação para as mulheres no setor e a manutenção das cláusulas sociais da convenção coletiva.
O presidente do STICMB, Ailson Cunha, declarou que a greve ocorreu após o impasse nas negociações e da avaliação de que a proposta patronal não atende às necessidades da categoria. Ele também afirmou que os trabalhadores buscam uma convenção coletiva com valorização e respeito aos direitos.
Cleber Rabelo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, disse que a mobilização pretende pressionar as empresas durante as negociações. Para ele, a greve busca melhores condições de vida para as famílias dos trabalhadores.
O Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA) não apresentou posicionamento sobre a greve, o protesto e a proposta discutida com os trabalhadores até o momento informado.








