O candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, criticou ações do governador Mateus Simões (PSD) na segurança pública e defendeu maior integração entre as forças estaduais e federais. O confronto ocorreu durante um debate realizado nesta sexta-feira (18/9).
Gabriel afirmou que pretende cumprir acordos com as polícias Militar e Civil e disse que a falta de compromissos cumpridos prejudica o trabalho das corporações. Ele também apontou o sistema prisional como prioridade para combater a atuação de facções criminosas.
“Eu não vou fazer algumas coisas que você fez”, declarou o candidato, ao criticar a participação de Simões em uma operação policial usando roupas de policial. Para Gabriel, esse tipo de ação tem caráter midiático e não resolve o problema da segurança.
O emedebista questionou quantos presídios de Minas Gerais têm bloqueadores de celulares e equipamentos de raio X. Segundo ele, a entrada de aparelhos ocorre com facilidade nas unidades prisionais, que não deveriam ser usadas como escritórios de organizações criminosas.
Gabriel também defendeu melhores condições para a Polícia Penal e o aproveitamento de excedentes da Polícia Civil, com o objetivo de aumentar a capacidade de investigação no estado. Ele mencionou sua ligação familiar com a corporação ao defender o respeito aos policiais civis.
Propostas de Simões
Na réplica, Simões afirmou que Gabriel não havia respondido diretamente como enfrentaria o crime organizado. O governador voltou a defender o Escudo Mineiro, sistema de monitoramento das divisas de Minas Gerais, com uso de inteligência e tecnologia.
A proposta prevê a identificação de placas e rostos de pessoas e veículos nas divisas com Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Simões citou a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) ao tratar do avanço das facções criminosas.
Para a violência contra as mulheres, o governador propôs ampliar a Patrulha Maria da Penha para todas as cidades mineiras e abrir mais 50 delegacias de apoio à mulher. Ele afirmou que as medidas ajudariam a manter Minas Gerais entre os estados mais seguros do país.







