BELÉM — A travessia de pedestres na avenida Júlio César, em Belém, é afetada por problemas em dois semáforos. Um dos equipamentos fica diante da Praça do Marex; o outro está no cruzamento com a rua Florianópolis, próximo ao elevado Daniel Berg. Os pontos ficam nos bairros Val-de-Cans e Maracangalha.
José Guilherme da Santos de Sá, aposentado, de 74 anos, e Elailson Gomes dos Santos, autônomo, de 64 anos, registraram a situação no dia 9 de setembro. Eles relatam que os sinais apresentam falhas frequentes, prejudicam o trânsito e não garantem a preferência de quem atravessa.
No trecho da Praça do Marex, José Guilherme afirma que o semáforo está com defeito há quase um mês. A região tem circulação de pedestres e veículos por ficar perto do Aeroporto Internacional de Belém, de escolas e de supermercados. “Aquele outro [no cruzamento com a rua Florianópolis] já pisca, esse daqui nem isso”, afirmou.
Além do sinal, a botoeira sonora — dispositivo de apoio à travessia de pessoas com deficiência visual — também não funciona adequadamente nesse ponto. Elailson Gomes dos Santos diz que o mesmo ocorre com o botão instalado junto ao semáforo próximo ao elevado Daniel Berg. “O botão não funciona, então se não tiver gente do outro lado, ninguém atravessa”, relatou.
Riscos para quem atravessa
Segundo os moradores, crianças e adolescentes circulam pela área, enquanto táxis passam em alta velocidade e não respeitam o semáforo. José Guilherme, que usa uma muleta para auxiliar na locomoção, afirma que a travessia se tornou difícil.
No cruzamento com a rua Florianópolis, o sinal permanece piscando na luz amarela, e o botão destinado a indicar a travessia também não funciona. Elailson relata que pedestres precisam observar o movimento dos veículos e tentar cruzar a via, enquanto motos trafegam em alta velocidade.
O autônomo também afirma que motociclistas invadem o espaço destinado aos ciclistas. Com isso, ciclistas precisam deixar a ciclovia, o que, segundo ele, aumenta os problemas para quem utiliza a área e para os pedestres. Ele pede mais fiscalização no local.
A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), da Prefeitura de Belém, foi procurada e aguarda retorno.







