Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Ministro diz que empresa ligada a filme de Bolsonaro recebeu dinheiro do crime e do Master

Dario Durigan afirmou que a Entre Investimentos recebeu recursos do Banco Master e de um esquema investigado na Operação Carbono Oculto.

Patrocinador do filme de Bolsonaro recebeu do crime organizado, diz Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a Entre Investimentos, envolvida no financiamento de Dark Horse, recebeu dinheiro do Banco Master e do crime organizado. O filme retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Patrocinador do filme de Bolsonaro recebeu do crime organizado, diz Durigan

A empresa é comandada por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele é alvo de uma fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal. De acordo com o MP-SP, o empresário prestava serviços de lavagem de dinheiro para um esquema criminoso no setor de combustíveis.

Durigan classificou a Entre como “entidade-chave da lavanderia do sistema financeiro nacional para as distribuidoras” de combustíveis. O ministro afirmou que recursos do Master e do crime organizado foram reunidos e usados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e corromper.

Relatos em delação

Ligado a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, Mineiro fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito das investigações sobre o Banco Master. A colaboração foi homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo os relatos, o empresário repassou mais de R$ 60 milhões a um fundo que custeou Dark Horse. Os pagamentos teriam sido determinados por Vorcaro após pedidos e cobranças feitos por Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência.

Mineiro também detalhou repasses da Entre ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. O fundo é ligado a um advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) e teria sido usado para receber o dinheiro destinado ao financiamento do filme.

O empresário afirmou ter enviado pouco mais de US$ 12 milhões ao fundo, valor descrito como cerca de R$ 62 milhões na cotação atual. O MP-SP também informou que ele movimentou R$ 1,2 milhão em espécie e R$ 1,6 bilhão em operações imobiliárias consideradas suspeitas.

Flávio Bolsonaro ainda não havia se pronunciado sobre a operação. A Entre Investimentos foi procurada e não havia respondido até o momento indicado nas informações divulgadas.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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