A emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 17,1% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Cerca de 2 milhões de condutores foram habilitados, segundo dados do Ministério dos Transportes divulgados na quinta-feira (10).
A procura pelo documento avançou 216%. O número de pessoas que deram entrada no processo para obter a primeira habilitação passou de 2,3 milhões para 7,3 milhões no período analisado.
Mulheres e custo da habilitação
Também houve aumento de 18% na quantidade de mulheres que tiraram a primeira carteira. Ao todo, 1,2 milhão de mulheres foram habilitadas.
O custo médio para obter a carteira na modalidade AB, que inclui motos e carros, era de R$ 3.169 em outubro de 2025, dependendo do estado. Em abril deste ano, o valor passou para R$ 1.265, de acordo com o Ministério dos Transportes.
O balanço foi divulgado cerca de nove meses após o governo lançar um pacote para flexibilizar as regras e tentar reduzir o custo de obtenção da CNH.
Alta entre pessoas mais velhas
O crescimento da emissão foi maior entre os candidatos com mais idade. Para jovens de 18 a 20 anos, a alta foi de 11,9%; entre pessoas de 21 a 24 anos, o avanço chegou a 6,6%.
Nas faixas de 45 a 54 anos e de 55 anos ou mais, os aumentos foram de 37,4% e 53,4%, respectivamente.
O ministério estima que 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH. A meta para os próximos cinco anos é alcançar crescimento de 25% no número de novos habilitados.







