Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Doce Veneno transforma plano de laboratório em expansão no atacado de moda

Empresa de Divinópolis vende para dez estados, amplia estrutura e prepara novo espaço para elevar a produção de roupas femininas.

Doce Veneno transforma plano de laboratório em expansão no atacado de moda

O que começou como uma tentativa de reunir dinheiro para montar um laboratório de análises ambientais se transformou, ao longo de 17 anos, na Doce Veneno, fábrica de roupas femininas que atua no atacado e prepara uma ampliação da capacidade produtiva.

A empresa foi criada por Janaine Maia, formada em biomedicina. Antes de seguir na moda, ela planejava trabalhar com análises ambientais. A produção de roupas começou com blusas e casaquinhos vendidos a colegas da faculdade, aproveitando a experiência da mãe, que mantinha uma confecção de moda praia, íntima e fitness.

“Comecei a fazer algumas blusas e casaquinhos para vender na faculdade, porque conhecia muita gente”, afirmou Janaine.

Os primeiros recursos vieram da própria família. Janaine vendeu o celular, enquanto o então noivo vendeu uma moto. O dinheiro foi usado para comprar os primeiros rolos de tecido. No início, ela cuidava dos moldes, do corte e do acompanhamento da costura. Com a elevação dos pedidos, novas costureiras passaram a participar da operação.

Mesmo após concluir a graduação, a empresária escolheu continuar no setor. O espaço que seria destinado ao laboratório acabou sendo usado pela confecção. A Doce Veneno também passou pelo varejo em um shopping de Divinópolis e depois adotou o modelo de representantes, com foco nas vendas para lojistas.

Atualmente, a marca trabalha com 22 representantes e está presente em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Também mantém clientes pontuais no Acre e no Amazonas.

A empresa produz roupas femininas atemporais e concentra o trabalho nos tecidos, no conforto, na qualidade, na modelagem e no acabamento. A proposta é criar peças que possam ser usadas em diferentes temporadas e combinadas com produtos de outras coleções. “Ela vai comprar uma peça, às vezes com um valor mais agregado, mas vai ter aquela peça por muito tempo no guarda-roupa”, disse Janaine.

A fábrica tem 25 funcionários. Outras mais de 150 pessoas estão envolvidas em facções externas e em atividades como bordado e estamparia. Janaine continua acompanhando o desenvolvimento das coleções, a área comercial e os eventos.

Neste ano, as vendas da coleção de inverno cresceram 32% em relação à coleção anterior. A comercialização da coleção de verão ainda está em andamento, com expectativa de superar o resultado do inverno. A meta de corte é de 5 mil peças por mês.

A Doce Veneno também começou, neste ano, a reforma de um galpão ao lado da fábrica. O setor de costura deverá ser transferido para o novo espaço. A empresa ainda investiu em maquinário, incluindo a compra de uma prensa maior. Para Janaine, a falta de mão de obra e a necessidade de treinamento estão entre os fatores que interferem no crescimento da empresa.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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