ANCHIETA — Alex de Almeida Barros foi condenado a 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de Euzineia Loyola Baptista. O novo julgamento ocorreu nesta quinta-feira (17), após recurso do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
O crime aconteceu em 17 de agosto de 2020, por volta das 11h30, em um sítio pertencente à vítima. Conforme o MPES, Alex teria asfixiado Euzineia e jogado o corpo dela em uma piscina. A perícia apontou que a morte foi provocada por asfixia mecânica por afogamento.
Novo julgamento
Alex já tinha sido julgado pelo Tribunal do Júri em 2024. Na ocasião, o Conselho de Sentença decidiu, por maioria, afastar as qualificadoras atribuídas ao crime.
O MPES recorreu ao sustentar que a decisão contrariava as provas reunidas no processo, principalmente ao rejeitar as qualificadoras ligadas ao uso de asfixia e ao feminicídio.
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) acolheu o recurso e determinou um novo julgamento. A Corte considerou que laudos periciais, depoimentos e outros elementos do processo indicavam que a morte ocorreu por asfixia. Também avaliou que o crime teria sido cometido no contexto de uma relação íntima de afeto entre o acusado e a vítima.
No novo julgamento, realizado nesta quinta-feira (17), o Conselho de Sentença reconheceu as duas qualificadoras: emprego de asfixia e feminicídio. A segunda foi aplicada porque o crime foi cometido contra uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica.







