Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Campanha de Ana Elisa aciona polícia após e-mails com ameaças e ataques racistas

Boletim registrado em Divinópolis cita ameaça e injúria racial; equipe jurídica afirma ter adotado medidas para identificar o autor.

Campanha de Ana Elisa aciona polícia após e-mails com ameaças e ataques racistas

A equipe jurídica da campanha de Ana Elisa informou que medidas policiais e judiciais foram adotadas para tentar identificar o responsável por e-mails enviados à candidata a deputada federal por Minas Gerais. As mensagens, recebidas na manhã deste sábado (5), incluíam ameaças de morte, violência sexual e ataques racistas.

O caso foi levado à polícia em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Conforme o registro policial, as mensagens também fizeram referência a informações pessoais de Ana Elisa e de familiares. A ocorrência foi classificada como ameaça e injúria racial, com o racismo indicado como causa presumida.

A campanha não pretende divulgar o conteúdo completo dos e-mails. A decisão, segundo a equipe, busca preservar o andamento das investigações. Os ataques também envolveram familiares da candidata.

Avaliação jurídica

Em parecer, os advogados da campanha afirmam que as mensagens têm conteúdo racista e misógino e associam as intimidações à atuação política de Ana Elisa. Na avaliação apresentada pela equipe, há indícios de racismo e de violência política contra a mulher.

O documento considera que as ameaças poderiam constranger e limitar a participação da candidata na disputa eleitoral por razões relacionadas a gênero e raça. A equipe jurídica também afirmou que ataques desse tipo não devem ser considerados parte da rotina de pessoas que atuam na vida pública.

A campanha declarou ainda estar disponível para apoiar outras candidatas que tenham recebido mensagens semelhantes. O parecer ressalta que registros técnicos podem ajudar na identificação de pessoas que usam o anonimato para ameaçar e perseguir vítimas. “A internet não é território de impunidade”, afirma o documento.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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