A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou a inclusão da vacina contra herpes-zóster no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde. A proposta foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira (1º), mas ainda não produz efeitos: antes de avançar na tramitação legislativa, o texto precisa passar por um turno suplementar na própria comissão.
O Projeto de Lei (PL) 4.426/2025 prevê a oferta do imunizante para pessoas com mais de 50 anos e para maiores de 18 anos com comprometimento do sistema imunológico.
A relatoria ficou com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que manteve o substitutivo analisado anteriormente pela Comissão de Direitos Humanos. O texto usado como base foi apresentado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), a partir da proposta original da senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL).
Durante a análise, Damares Alves afirmou que o impacto do herpes-zóster tende a crescer com o envelhecimento da população. A senadora também informou que recebeu o diagnóstico da doença em 2023 e teve paralisia facial entre as complicações.
Doença e sintomas
O herpes-zóster é provocado pelo vírus da catapora. Depois da infecção inicial, o agente pode permanecer inativo no organismo por anos e voltar a se manifestar principalmente em adultos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
A doença pode causar lesões na pele, dor nos nervos, ardor, coceira, formigamento, dor de cabeça e febre. Também está associada a quadros dolorosos e complicações, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
Na mesma reunião, a Comissão de Assuntos Sociais aprovou uma audiência pública sobre câncer infantojuvenil. O encontro terá como tema “Tempo é Vida” e foi solicitado por Damares Alves.







