Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Lesões persistentes e mudanças em pintas exigem atenção à saúde da pele

Feridas que voltam no mesmo local e alterações em pintas estão entre os sinais que devem ser avaliados por um dermatologista.

Lesões persistentes e mudanças em pintas exigem atenção à saúde da pele

O câncer de pele representa cerca de 31% dos diagnósticos de câncer no Brasil, com 220.490 novos casos estimados por ano no país pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mesmo com a alta frequência, os primeiros sinais podem passar despercebidos, principalmente porque a lesão inicial muitas vezes não provoca dor ou incômodo.

Quando observar uma ferida

O dermatologista Carlos Alberto Bruno explica que uma lesão persistente pode criar casquinha, desaparecer e voltar no mesmo ponto. Coceira, descamação, ardência e sangramento após um trauma leve, como passar uma toalha no rosto, também podem ocorrer.

A presença desses sintomas não deve ser ignorada. De acordo com o médico, quando eles ficam mais intensos, o câncer pode estar mais evoluído. Por isso, uma ferida que insiste em não cicatrizar deve ser levada para avaliação dermatológica.

A regra do ABCDE tem um uso específico

A regra do ABCDE é conhecida por ajudar na observação de pintas. Ela considera assimetria, bordas irregulares, mais de duas cores, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução — mudanças no tamanho, na forma ou na cor.

Segundo Carlos Alberto Bruno, esse critério é voltado ao melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, geralmente associado a pintas. O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular são os tipos mais comuns e costumam exigir atenção para a persistência da lesão. “Toda ferida que não cicatriza tem que ser pensada em câncer de pele”, afirma o dermatologista.

Quem apresenta maior risco

Pessoas com pele, olhos e cabelos claros têm maior predisposição. O histórico familiar também deve ser considerado: entre 7% e 15% dos casos de melanoma ocorrem em pacientes que têm parentes com a doença, segundo dados reunidos por centros de diagnóstico oncológico.

Queimaduras intensas e intermitentes durante a infância aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de pele no futuro. O dermatologista explica que o dano provocado pelo sol se acumula e pode alterar o DNA ao longo de exposições excessivas.

Por que buscar avaliação cedo

O diagnóstico precoce pode permitir a remoção completa de uma lesão menor, com menos dano à pele saudável ao redor. Quando a procura por atendimento demora, a lesão tende a crescer, o que pode tornar a cirurgia mais extensa. No caso do melanoma, também pode aumentar o risco de metástase.

Para reduzir a exposição, Carlos Alberto Bruno recomenda proteção física, como chapéu e roupas com proteção UV, além do protetor solar. O médico também orienta o autoexame diante do espelho, a comparação de fotografias de pintas e o pedido de ajuda para observar áreas difíceis de visualizar, como costas e pernas. A consulta dermatológica de rotina pelo menos uma vez ao ano também faz parte dos cuidados indicados.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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