Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Sírio-Libanês e Stanford pesquisam uso de IA no ensino de medicina

A parceria terá um estudo-piloto sobre uma plataforma que simula atendimentos e apoia o desenvolvimento do raciocínio clínico.

Sírio-Libanês e Stanford pesquisam uso de IA no ensino de medicina

A Faculdade Sírio-Libanês e a Stanford University, dos Estados Unidos, firmaram um acordo para pesquisar o uso de inteligência artificial na educação médica. A colaboração prevê acesso à plataforma Clinical Mind AI e estudos sobre a aplicação da tecnologia na formação de futuros médicos e no desenvolvimento do raciocínio clínico. Segundo a Faculdade Sírio-Libanês, o acordo é inédito entre escolas médicas do país.

A plataforma simula interações clínicas por meio da criação de casos que reproduzem situações de atendimento a pacientes. Os estudantes analisam os cenários e praticam a tomada de decisão clínica em um ambiente estruturado de aprendizagem.

Estudo-piloto

A primeira etapa será uma pesquisa sobre a viabilidade e a aceitação da ferramenta no ensino de medicina. Cinco docentes da Faculdade Sírio-Libanês participarão do estudo. Entre os pontos avaliados estarão a precisão das simulações de pacientes, a facilidade de uso, as barreiras para adoção e os indicadores que os professores consideram relevantes para analisar o raciocínio clínico dos alunos.

A Stanford University ficará responsável pela condução da pesquisa, pela coleta e análise dos dados e pela produção dos resultados científicos. O acordo também estabelece uma estrutura para novas frentes de investigação, com possibilidade de relatórios, publicações científicas e divulgação conjunta dos resultados.

Para Christian Valle Morinaga, pesquisador principal e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Sírio-Libanês, a colaboração aproxima inovação, ciência e formação médica. “Vejo essa colaboração como uma oportunidade muito relevante para aproximarmos ainda mais inovação, ciência e formação médica”, afirma.

Morinaga diz que a tecnologia deve ampliar as oportunidades de treinamento, reflexão e desenvolvimento dos estudantes, sem substituir o professor, o contato com o paciente ou a experiência assistencial. A pesquisa pretende avaliar de forma crítica e responsável como a inteligência artificial pode contribuir para a formação de médicos preparados para a complexidade da prática clínica.

De acordo com Denise Greff, gerente de Ensino da Faculdade Sírio-Libanês, a parceria fortalece a atuação da instituição em pesquisa e inovação na educação médica. A expectativa é que estudantes tenham novas formas de aplicar os conhecimentos adquiridos e que os docentes obtenham informações para incorporar ferramentas de IA às práticas educacionais.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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