Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Treino com apoio na parede pode reforçar as pernas após os 60

Quatro movimentos trabalham força, equilíbrio e estabilidade, com progressão gradual e atenção a dores ou dificuldades durante a execução.

Treino com apoio na parede pode reforçar as pernas após os 60

Depois dos 60, fortalecer as pernas pode ajudar em movimentos do dia a dia, como subir escadas, levantar da cadeira, caminhar por mais tempo e manter o equilíbrio. O treinador Jarrod Nobbe recomenda quatro exercícios com apoio da parede, voltados para quadríceps, glúteos, posteriores de coxa e quadris.

A parede serve como apoio e referência. Com menos preocupação em perder o equilíbrio, a pessoa consegue se concentrar mais no movimento das pernas. A estratégia pode ser útil para quem ainda não se sente seguro ao fazer agachamentos, avanços ou exercícios com uma perna sem suporte.

Quatro exercícios para as pernas

O primeiro é o agachamento isométrico na parede, também chamado de wall sit. Com as costas apoiadas e os pés um pouco à frente, a pessoa desliza lentamente até encontrar uma posição confortável. Em seguida, permanece ali por alguns segundos, mantendo o abdômen firme e os pés no chão. Nobbe sugere começar com séries de 20 a 30 segundos.

A proposta é manter quadríceps, glúteos e posteriores de coxa sob tensão contínua. Não é necessário descer o máximo possível: o mais importante é escolher uma altura que permita controlar o movimento sem dor.

Na marcha apoiada na parede, a pessoa fica de frente para a superfície, apoia levemente as mãos e eleva um joelho de cada vez. Enquanto uma perna sobe, a outra sustenta o peso e ajuda a estabilizar o quadril e o tronco. O exercício trabalha os flexores do quadril e o controle do equilíbrio em apoio unilateral. A sugestão é fazer de 10 a 12 repetições por perna, com o tronco ereto e sem jogar peso demais contra a parede.

O terceiro movimento é o split squat, um afundo estático. Ao lado da parede, a pessoa usa uma das mãos como apoio, posiciona um pé à frente e outro atrás, flexiona os joelhos com controle e retorna à posição inicial. O exercício exige mais de cada perna individualmente e trabalha quadríceps, glúteos e posteriores. A indicação é fazer de 8 a 10 repetições por lado.

Por fim, o hip hinge to wall ensina a levar o quadril para trás sem transformar o movimento em uma flexão da coluna. De costas para a parede e a uma pequena distância, a pessoa mantém os joelhos levemente flexionados e move o quadril até tocar a superfície. Depois, contrai os glúteos e volta a ficar em pé. Nobbe sugere de 10 a 12 repetições.

Como progredir e quando ter cuidado

Os movimentos podem ficar mais difíceis aos poucos. Entre as opções estão aumentar alguns segundos no wall sit, executar as repetições mais lentamente, usar menos apoio da parede, elevar gradualmente o número de repetições ou acrescentar outra série quando o exercício estiver confortável.

Pessoas com dor importante nos joelhos ou quadris, dificuldade de equilíbrio, tontura ou que passaram recentemente por cirurgia devem adaptar os movimentos antes de começar. A parede reduz parte do desafio, mas não elimina a carga sobre as articulações. Esforço muscular é esperado, mas dor aguda, perda de equilíbrio ou piora importante dos sintomas não devem ser ignoradas.

A comparação com a ioga exige cuidado. Não há base para afirmar que os exercícios restauram força mais rapidamente em todas as pessoas. Para desenvolver força nas pernas, movimentos que exigem empurrar, sustentar peso e controlar o corpo oferecem um estímulo mais direto. Já a ioga pode contribuir para mobilidade, equilíbrio, respiração, flexibilidade e consciência corporal. As duas práticas podem cumprir funções diferentes na rotina.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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