Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Crescimento do cabelo depende do folículo, não da frequência do shampoo

A lavagem define a higiene do couro cabeludo, enquanto genética, idade e saúde influenciam o crescimento e a quebra dos fios.

Crescimento do cabelo depende do folículo, não da frequência do shampoo

A frequência com que o cabelo é lavado não determina a velocidade de crescimento dos fios. O shampoo atua na superfície, removendo oleosidade, resíduos de produtos, células mortas e sujeira, mas não muda o ritmo de produção de um novo fio pelo folículo.

O que influencia o crescimento

Cada folículo passa por fases de crescimento ativo, transição e repouso. A duração desses períodos varia entre as pessoas e sofre influência da genética, da idade, de fatores hormonais e do estado geral do organismo.

Com o passar dos anos, podem ocorrer mudanças na espessura e na densidade dos fios. A queda de padrão feminino aparece com frequência na meia-idade e pode começar aos 40, 50 ou 60 anos. Nesses casos, aumentar ou reduzir a quantidade de lavagens não trata a causa.

A alimentação e a saúde geral também participam desse processo. Deficiências nutricionais, determinadas doenças, alterações hormonais, estresse físico importante e alguns medicamentos podem influenciar a queda ou o crescimento. Suplementos, porém, não devem ser usados sem necessidade: o excesso de alguns nutrientes também pode piorar a queda.

Por que o comprimento parece não avançar

Um fio pode continuar crescendo na raiz e, ainda assim, parecer parado. Isso acontece quando as pontas se quebram no mesmo ritmo em que o cabelo aumenta de comprimento.

Em algumas pessoas, os fios ficam progressivamente mais finos e passam menos tempo na fase ativa. Além disso, danos acumulados por calor, química, sol e manipulação podem elevar a quebra. O resultado é uma maior dificuldade para alcançar comprimentos longos, mesmo com os folículos ainda funcionando.

A Academia Americana de Dermatologia destaca que o condicionamento e os cuidados gentis ajudam a reduzir a quebra e as pontas duplas. Entre as medidas estão evitar calor excessivo e frequente, usar condicionador para diminuir o atrito, desembaraçar sem puxar, reduzir penteados muito apertados e proteger pontas secas e frágeis.

A frequência ideal varia

Não há um número de lavagens adequado para todas as pessoas. A escolha deve considerar a quantidade de óleo produzida pelo couro cabeludo, a textura dos fios e as necessidades individuais.

De acordo com dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia, cabelos lisos acompanhados de couro cabeludo oleoso podem exigir lavagem diária. Já fios secos, grossos, cacheados ou crespos costumam tolerar intervalos maiores.

Lavar menos também não acelera o crescimento. Deixar o couro cabeludo excessivamente oleoso ou com resíduos não oferece vantagem automática. A Academia Americana de Dermatologia alerta que algumas pessoas com queda diminuem o uso de shampoo, embora essa mudança raramente enfrente a origem do problema.

Quando há afinamento progressivo, aumento da risca, falhas ou queda persistente, o mais importante é identificar a causa. Para preservar o comprimento, a rotina deve equilibrar a limpeza adequada do couro cabeludo com medidas que reduzam a quebra dos fios.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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