A escolha da cor para a primavera de 2026 pode partir da base, da textura e do histórico dos fios. Em vez de reproduzir uma referência, a proposta é ajustar temperatura e reflexos para valorizar cada cabelo, explica Du Nunes, cabeleireiro e embaixador da Keune.
“Os tons quentes estão de volta com uma leitura mais sofisticada.” Segundo o profissional, castanhos, caramelos, dourados e ruivos podem criar profundidade, movimento e luminosidade em diferentes combinações.
Do castanho intenso ao cobre
O Expresso é uma opção para quem busca um castanho escuro, denso e brilhante. Inspirado na aparência de um café recém-preparado, o tom propõe uma mudança expressiva sem contrastes evidentes. A construção correta é importante para preservar o brilho, já que cores escuras tendem a absorver mais luz. Zendaya aparece entre as celebridades associadas à tendência.
Entre o castanho e o ruivo, o Burnt Copper reúne pigmentos avermelhados, dourados e caramelizados. A combinação permite diferentes intensidades e pode ser uma alternativa para quem deseja se aproximar dos acobreados sem assumir totalmente essa direção.
Já o ruivo acobreado luminoso combina reflexos de cobre, vermelho e dourado. Kendall Jenner, Gigi Hadid e Megan Fox estão entre os nomes que já usaram interpretações do estilo. A cor pode exigir retoques a cada 30 ou 45 dias, dependendo do fio, porque o pigmento desbota com mais facilidade.
Iluminação em diferentes níveis
O Y2K Honey retoma referências dos anos 2000 ao unir fundo dourado, mel e caramelo. O resultado é luminoso e multidimensional, e a tonalidade pode ser desenvolvida a partir do nível natural da fibra capilar. Tate McRae está entre as famosas associadas à proposta.
Com uma transição mais suave entre castanho e loiro, o Honey Blonde mantém a raiz escura e distribui pontos de luz menos marcados. A ideia é lembrar fios clareados pelo sol, com movimento discreto. Beyoncé e Jennifer Lopez aparecem entre as referências do estilo.
Para quem prefere uma mudança gradual, o Golden Threads aposta em mechas menos marcadas e mais integradas à base. As luzes acompanham o caimento dos cabelos e exigem menos retoques.
Du Nunes afirma que a coloração também deve considerar o tom e o subtom da pele. Nos cabelos cacheados, ele cita o castanho-cacau com iluminações douradas como uma possibilidade para evidenciar a curvatura, especialmente em peles mais escuras. Para subtons neutros, uma alternativa pode ser um castanho mais frio.







