A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do Aquipta (atogepanto), uma opção de uso oral voltada à prevenção da enxaqueca. A indicação é para adultos com a forma episódica ou crônica da doença que tenham pelo menos quatro episódios por mês.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Resolução-RE nº 3.458/2026, nesta terça-feira (8).
Como o medicamento atua
O atogepanto interfere em uma via associada à transmissão da dor e aos mecanismos envolvidos na enxaqueca. Com isso, o tratamento busca diminuir a quantidade de episódios ao longo do mês.
A finalidade é preventiva. Portanto, o medicamento não tem como objetivo aliviar uma crise que já começou. Durante o desenvolvimento, estudos compararam seu uso ao placebo e identificaram redução significativa nos dias com enxaqueca. O resultado foi observado tanto entre pessoas com a forma episódica quanto entre aquelas com a forma crônica.
Impactos da doença
A enxaqueca é uma doença neurológica marcada por episódios recorrentes de dor de cabeça, geralmente moderada ou forte. Náuseas, vômitos e sensibilidade aumentada à luz e aos sons também podem acompanhar as crises.
Informações apresentadas pela Anvisa indicam que a doença atinge aproximadamente 15% da população mundial. Os efeitos podem alcançar a qualidade de vida, o trabalho, as relações sociais e o uso de serviços de saúde.
Avaliação profissional
O registro amplia as alternativas de prevenção, mas não significa que o Aquipta seja indicado para todas as pessoas com enxaqueca. A escolha do tratamento deve considerar o histórico do paciente, a frequência das crises e outras condições clínicas.
A indicação e o acompanhamento precisam ser feitos por um profissional de saúde. A nova opção foi apresentada como tratamento oral preventivo para adultos que atendem aos critérios de frequência mensal estabelecidos na aprovação.







