NOVA LIMA — O Grupo Luta pela Vida (GLPV) foi reconhecido como a grande vencedora do “Prêmio Melhores ONGs estadual de Minas Gerais” durante o “Encontro do Terceiro Setor”, promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC). O evento também premiou outras sete organizações sociais mineiras.
Fundado em 1996, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o GLPV é uma instituição filantrópica que contribui com a assistência oferecida a pacientes com câncer. A entidade atua para mobilizar a sociedade em torno do atendimento das necessidades do tratamento oncológico de forma 100% gratuita e humanizada.
A representante da instituição, Isabella Reis, afirmou que o reconhecimento amplia a visibilidade das organizações premiadas. “O prêmio dá uma visibilidade tremenda para o trabalho de todas as ganhadoras”, disse.
Também receberam o prêmio a Cruz Vermelha Brasileira – Minas Gerais, a Associação Sementes do Vale, o Instituto Mano Down, a Santa Casa BH, a Associação Mineira de Reabilitação (AMR), a Associação dos Deficientes Físicos de Poços de Caldas (Adefip) e a Fundação Cristiano Varella.
Gestão e capacidade de adaptação
Realizado em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o encontro teve como tema “Fortalecendo Organizações para Transformar Realidades”. Mais de 350 participantes, entre dirigentes, conselheiros, executivos, especialistas, professores e lideranças de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), participaram das discussões.
A programação tratou do desenvolvimento institucional, da governança, da profissionalização e da capacidade de adaptação das organizações. No painel “Fortalecer para Transformar: O que é e para que serve o desenvolvimento institucional”, o professor convidado da FDC Domingos Armani afirmou que as OSCs devem ser compreendidas como sistemas vivos, nos quais diferentes aspectos se relacionam.
A diretora executiva do Instituto ACP, Erika Saez, defendeu que o desenvolvimento institucional envolve questionar a identidade da organização e o problema que ela procura enfrentar. Para ela, o processo exige mais perguntas do que respostas prontas.
Entre os casos apresentados esteve o do Instituto Ramacrisna, sediado em Betim. A organização atua há seis décadas com crianças, jovens e famílias por meio da profissionalização, da aprendizagem e de oficinas. Segundo a instituição, esse trabalho já alcançou quase dois milhões de pessoas de 12 cidades da região metropolitana.
Pessoas e sustentabilidade
O segundo painel discutiu os desafios das OSCs diante da complexidade do cenário atual. Tauá Pires, fundadora da Recursos Humanos + Direitos Humanos, falou sobre a preparação das organizações para atrair e manter profissionais, além da necessidade de criar condições para acolher a diversidade.
Rodrigo Alvarez, diretor da Mobiliza Consultoria, destacou a capacidade de aprender e melhorar processos internos como uma competência necessária para o futuro das organizações.
Paula Borges, diretora de educação social da FDC, ressaltou a importância do diálogo entre as organizações da sociedade civil, o poder público e o setor privado. Ela também informou que a Fundação Dom Cabral completou 20 anos da primeira solução educacional dedicada às OSCs e que, desde 2020, mais de 800 organizações participaram de suas iniciativas de desenvolvimento.
As OSCs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em áreas como saúde, educação básica, meio ambiente, sustentabilidade, direitos humanos, assistência social, cultura, esporte e lazer.







