O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A decisão foi assinada na quinta-feira (3) pelo presidente do órgão, Jair Schmitt.
Os poços ficam no Bloco FZA-M-59 e receberam os nomes de Manga, Crotalus e Morpho Extensão. A autorização permitirá à Petrobras organizar as próximas etapas das atividades exploratórias na região.
A liberação ocorreu depois que a estatal anunciou, em 14 de agosto, a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Na ocasião, a empresa aguardava a autorização ambiental para avançar em áreas próximas.
A exploração ainda está na fase de investigação sobre a presença de petróleo em condições comerciais. A identificação de óleo não confirma, por si só, que a área já tenha produção comercial.
Exigências ambientais
Para continuar as atividades, a Petrobras deverá cumprir condicionantes definidas pelo Ibama. Entre elas estão a implementação do Plano de Prevenção e Controle de Espécies Exóticas, projetos de comunicação social e ações de educação ambiental.
Também estão previstas medidas de controle de poluição e monitoramento ambiental na área de exploração.
Em nota, a Petrobras afirmou que o Ibama “emitiu a retificação da Licença de Operação nº 1684”. A empresa informou que, após a autorização, começará o planejamento das ações para dar continuidade às atividades no bloco, incluindo a conclusão da perfuração do poço Morpho e, depois, a perfuração de Manga, Crotalus e Morpho Extensão.
A Margem Equatorial é apresentada pela Petrobras como uma fronteira exploratória para ampliar as reservas de petróleo do país. A companhia reservou US$ 2,5 bilhões em investimentos na região entre 2026 e 2030.
A sequência das atividades deverá ampliar a avaliação sobre o potencial petrolífero do Bloco FZA-M-59 e verificar as condições do óleo encontrado no poço Morpho.








