BELÉM — Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia mantêm, ao longo desta semana, dois piquetes de greve em frente às sedes das instituições, na avenida Presidente Vargas. A paralisação por tempo indeterminado completa 12 dias nesta terça-feira (15).
O movimento começou no dia 4 deste mês, antes da greve nacional iniciada no dia 10 na Caixa. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) por Vera Paoloni, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Pará.
Negociações
A Caixa solicitou a reabertura das negociações, mas ainda não informou uma data. No Banco da Amazônia, também chamado de Basa, não houve apresentação de proposta com novidade que possa ser avaliada pela categoria, conforme Paoloni.
A negociação com a Caixa ocorre em São Paulo e é conduzida pela Contraf-CUT, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. A entidade representa trabalhadores de bancos e do setor financeiro no país.
Para o sindicato, a greve nacional já produziu resultado ao levar a Caixa a responder ao ofício da Contraf-CUT e comunicar a retomada das conversas. Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, afirmou que a mobilização foi decisiva para a reabertura do diálogo.
“Essa reabertura da mesa é um passo importante e também resultado da forte mobilização dos empregados da Caixa”, disse Hansen.
Críticas a comunicados
O Sindicato dos Bancários do Pará publicou, no último sábado (12), uma nota de repúdio a comunicados enviados pela Caixa aos trabalhadores nos dias 11 e 12 deste mês.
Entre as críticas está a alegação de que o banco vinculou o pagamento de direitos à aprovação de uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho já rejeitada pela categoria. O sindicato também apontou ameaça de retirada de direitos históricos e classificou a conduta como antissindical.
A entidade citou o lucro líquido de R$ 7,4 bilhões registrado pela Caixa no 1º semestre de 2026 e afirmou que o banco pode negociar com a prorrogação das cláusulas vigentes. O sindicato pediu o cancelamento imediato do comunicado e a retomada do diálogo, além de informar que adotará medidas jurídicas e sindicais contra os atos considerados ilegais.








