Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Dá Sorte conclui aporte inicial e prepara novos produtos para a operação mineira

Empresa já investiu US$ 25 milhões e prevê ampliar a rede, lançar jogos e alcançar 10 mil pontos em três anos.

Dá Sorte conclui aporte inicial e prepara novos produtos para a operação mineira

A Dá Sorte Loteria concluiu o investimento de US$ 25 milhões previsto para iniciar sua operação e prepara uma nova etapa de expansão em Minas Gerais. O grupo, concessionário do governo mineiro desde 2023, pretende ampliar a rede de atendimento, lançar produtos e reforçar a estrutura tecnológica.

A empresa também iniciou uma operação em São Paulo. Hoje, mantém mais de 200 funcionários em Minas Gerais e estima chegar a aproximadamente 400 trabalhadores nos dois estados nos próximos três anos. A estrutura mineira reúne áreas como jurídico, marketing, finanças, vendas e operações e funciona como polo de desenvolvimento da companhia.

Rede de atendimento e tecnologia

A Dá Sorte planeja sair dos atuais 1,8 mil pontos de venda para 6 mil até o fim deste ano. Em três anos, a previsão é alcançar 10 mil unidades. A ampliação física, inicialmente, ficará concentrada em Minas Gerais.

A rede inclui pontos próprios, distribuidores, canais pelo WhatsApp e locais instalados em supermercados. As comissões pagas aos pontos variam de 9% a 11%. Um sistema desenvolvido pela empresa também permite usar o celular do ponto de venda como terminal para validar bilhetes, no lugar das maquininhas tradicionais.

Os recursos já aplicados foram destinados à preparação de sistemas, pessoas e produtos, além de pesquisas com consumidores mineiros. O trabalho incluiu 25 grupos de discussão e 1,5 mil entrevistas quantitativas. Para os próximos anos, estão previstos novos aportes, ainda sem valor divulgado, porque o plano de negócios está em fase de finalização.

Jogos e previsão de faturamento

Atualmente, a companhia trabalha com a Raspadinha e o Trem das 11, loteria convencional com sorteio semanal. Há quatro tipos de raspadinha, e outros cinco modelos estão previstos para lançamento ainda em novembro deste ano.

O Trem das 11 recebeu uma cartela pré-impressa com QR Code. Com ela, o consumidor pode participar do sorteio por meio do bilhete comprado no ponto de venda.

A Dá Sorte prevê elevar o faturamento mensal de R$ 2 milhões para cerca de R$ 6 milhões nos próximos três anos. Segundo a empresa, pelo menos 60% da arrecadação é destinado a prêmios, com média entre 62% e 73%, conforme o produto. As raspadinhas oferecem prêmios de até R$ 250 mil, enquanto o Trem das 11 distribui R$ 100 mil por semana.

Jogo responsável

A expansão ocorre junto com medidas de jogo responsável. A empresa conquistou a Certificação Internacional de Jogo Responsável Nível 3 da World Lottery Association (WLA), classificação que, segundo a própria companhia, faz dela a primeira empresa privada do Brasil a alcançar esse patamar.

O programa tem dez frentes, entre elas pesquisa, tratamento, relacionamento com stakeholders e desenvolvimento de produtos. Antes de chegar ao mercado, os jogos passam por testes sobre o potencial de comportamento compulsivo. A empresa também mantém grupos internos de trabalho e treinamento para os pontos de venda.

“A gente não quer salvar a vida das pessoas, a gente quer entregar diversão com responsabilidade”, afirmou o CEO Roberto Souto.

A concessão da operação física é de 20 anos. Do total arrecadado, 21% são destinados ao Estado de Minas Gerais, com aplicação obrigatória em projetos de seguridade social. O grupo é formado pelas multinacionais Brightstar, dos Estados Unidos, e Scientific Games, da Inglaterra e da Itália. A operação mineira foi a primeira concessão obtida por elas no Brasil.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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