O feriado de 7 de Setembro foi marcado por agendas públicas de candidatos à Presidência, que aproveitaram a data para mobilizar apoiadores e apresentar posições a menos de um mês do primeiro turno. As atividades incluíram o desfile oficial em Brasília, atos em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de compromissos religiosos e entrevistas.
Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile em Brasília ao lado de ministros, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), cerca de 70 mil pessoas acompanharam o evento.
Durante a manhã, apoiadores nas arquibancadas defenderam o fim da escala 6x1, proposta em tramitação no Senado.
Flávio Bolsonaro, do PL, convocou um ato para a tarde na avenida Paulista, em São Paulo, com críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. A manifestação estava marcada para 15h e tinha a participação prevista do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
Antes do ato, Flávio e Tarcísio foram à Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago. O candidato pediu orações pelo pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que esperava a ação da Justiça na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Augusto Cury, do Avante, participou de uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro. Em entrevista à Jovem Pan, defendeu a revisão dos processos ligados aos atos de 8 de Janeiro e a avaliação individual dos casos. Também mencionou uma possível privatização dos Correios e mudanças no Pix, sem detalhar as propostas.
Críticas ao Supremo e aos adversários
Romeu Zema, do Novo, esteve pela manhã na avenida Paulista. Ele criticou o ministro Flávio Dino, do STF, e disse que Alexandre de Moraes deveria estar preso. A campanha também exibiu uma faixa no prédio Anchieta, no cruzamento da avenida com a rua da Consolação, em referência à série “Intocáveis”, publicada nas redes sociais do candidato.
Em Goiânia, Ronaldo Caiado, do PSD, acompanhou o desfile cívico-militar com o governador de Goiás, Daniel Vilela. Ao falar com jornalistas, criticou Lula e declarou que ele não teria “autoridade moral” para tratar de patriotismo e soberania. Caiado voltou a defender mudanças no perfil das indicações ao STF e repetiu a promessa de escolher somente mulheres para vagas abertas caso seja eleito.
Renan Santos, do Missão, participou de uma manifestação no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. No discurso, chamou Lula e Flávio Bolsonaro de bandidos, afirmou que o país estava “completamente destruído” e criticou o avanço de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais.







