Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Agricultura do Pará alcança R$ 38,38 bilhões e lidera cinco cadeias no país

Produção agrícola paraense cresceu 6,7% em 2025, com destaque para açaí, cacau, cupuaçu, mandioca e dendê.

Agricultura do Pará alcança R$ 38,38 bilhões e lidera cinco cadeias no país

A produção agrícola do Pará alcançou R$ 38,38 bilhões em 2025, considerando lavouras temporárias e permanentes. O valor, calculado com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa alta nominal de 6,7% sobre 2024.

Com o resultado, o estado ficou na 9ª posição entre as Unidades da Federação e manteve a liderança econômica agrícola da Região Norte. Os dados foram reunidos pelo Observatório do Agro Paraense em uma nota técnica publicada em setembro de 2026.

Cadeias com liderança nacional

O levantamento aponta que o Pará lidera o país em volume produzido de açaí, cacau, cupuaçu, mandioca e dendê. A maior participação nacional é a do dendê, com 97,2% da produção brasileira. O açaí responde por 92,9%, e o cupuaçu, por 84%.

No abacaxi, o estado aparece como o segundo maior produtor em quantidade e ocupa o primeiro lugar em valor da produção. Já o grupo formado por soja, milho, arroz e feijão somou 7,22 milhões de toneladas e R$ 11,53 bilhões em 2025. Entre as cadeias analisadas, os grãos tiveram o maior valor, principalmente pela participação de soja e milho.

Individualmente, o Pará ficou em 11º lugar no ranking nacional da soja, em 10º no milho, em 9º no arroz e em 16º no feijão.

Distribuição municipal

A nota técnica também mapeou os municípios de maior produção. Igarapé-Miri lidera no açaí; Medicilândia, no cacau; Tomé-Açu, no cupuaçu; Acará, na mandioca; Tailândia, no dendê; e Floresta do Araguaia, no abacaxi.

Entre os grãos, Paragominas se destaca na soja, Santana do Araguaia no milho, Cachoeira do Arari no arroz e Capitão Poço no feijão. O levantamento mostra diferentes níveis de especialização produtiva entre as regiões do estado.

Para Carlos Xavier, presidente do Sistema Faepa/Senar, localizar a concentração de cada cadeia ajuda a compreender as diferenças entre os municípios e pode orientar políticas públicas, iniciativas das entidades do setor, estratégias de mercado e decisões de investimento.

Os dados também serão usados em novos produtos do Observatório do Agro Paraense, que pretende ampliar as informações sobre valor e volume da produção, área colhida, produtividade, participação nacional, concentração municipal, distribuição territorial e evolução histórica.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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