Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Polícia refaz perícias em casa onde mulher de PM morreu em Embu das Artes

Exames com luminol e reconstrução em 3D tentam esclarecer se Larissa Morata foi vítima de feminicídio ou tirou a própria vida.

Polícia refaz perícias em casa onde mulher de PM morreu em Embu das Artes

A Polícia Civil realizou novas perícias nesta sexta-feira (11) na casa onde Larissa da Cruz Morata, 29, foi encontrada morta. Os investigadores usaram luminol e fizeram a reconstrução em 3D de cômodos do imóvel para analisar as circunstâncias da morte.

Larissa era técnica de radiologia e foi localizada com um disparo na cabeça, na suíte do quarto do casal. A polícia investiga se houve feminicídio ou se ela tirou a própria vida, hipótese apresentada pelo soldado Vinícius Costa Silva, que está preso temporariamente e nega o crime.

O luminol pode indicar a presença de sangue que não é visível a olho nu. A reprodução em 3D permite registrar o cenário encontrado e auxiliar na análise da dinâmica do caso. A delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação, afirmou haver “dúvida razoável” sobre a hipótese de suicídio.

Investigação sobre a família do policial

Na quinta-feira (10), a polícia cumpriu um mandado de busca na casa de Thamires Costa Mathias, irmã de Vinícius. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ela passou a ser investigada. Thamires se apresentou espontaneamente, entregou o celular para análise e forneceu a senha de acesso. A defesa afirmou que está à disposição dos investigadores.

Em depoimento anterior, Thamires disse que estava na residência quando ocorreu a morte e que ouviu um barulho. O filho de Larissa e Vinícius também estava no imóvel. Até agora, cinco familiares da vítima foram ouvidos.

Laudo necroscópico

O laudo necroscópico foi juntado aos autos na quinta-feira (10). O exame apontou 17 lesões no corpo de Larissa, incluindo marcas arroxeadas nas mãos, nos pés, nos joelhos, na perna esquerda e no quadril. Também foi registrada uma escoriação no pescoço.

O documento descreveu fios de cabelo soltos presos à calça da vítima, sem manchas de sangue, mas não informou quando ou como as lesões foram produzidas. A polícia ainda verifica se existe relação entre as marcas e a morte e pode pedir informações técnicas complementares.

O laudo também registrou a trajetória do disparo: o projétil entrou pela região temporal esquerda, atravessou o crânio e seguiu de trás para frente e da esquerda para a direita. Esse foi um dos elementos considerados no pedido de prisão temporária de Vinícius, detido desde segunda-feira (7).

O advogado Roberto Montanari, que representa o policial, disse que ele “desde o primeiro momento relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida”.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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