Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Vigilantes dizem que aluno da UFRJ tentou se defender durante agressão

Depoimentos à Polícia Civil relatam que Diego Costa da Silva Araújo negou ser nazista e não atacou outros estudantes durante a confusão.

Vigilantes dizem que aluno da UFRJ tentou se defender durante agressão

Dois dos três vigilantes que trabalhavam no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) afirmaram à Polícia Civil que não viram o estudante de História Diego Costa da Silva Araújo xingar ou ofender colegas durante a confusão em que ele foi agredido.

Os depoimentos indicam que Diego repetia não ser nazista e tentava se proteger das acusações depois que o estudante de Direito Deivid Lima entrou na sala da disciplina de Educação Brasileira e deu voz de prisão ao colega.

Um dos vigilantes disse que Diego mantinha uma postura defensiva diante das investidas dos demais estudantes e não agrediu nem atacou ninguém. O segundo segurança apresentou relato semelhante: afirmou que Diego “em momento algum falou nada e somente tentava se defender das agressões que estava sofrendo”.

O terceiro vigilante acompanhou apenas o desfecho. Ele estava no refeitório quando ouviu gritos no saguão e, ao verificar a situação, viu uma multidão de estudantes empurrando e agredindo Diego até a área externa do prédio.

Relatos sobre a aula

Uma professora que testemunhou as agressões afirmou que não havia percebido manifestação de apologia ao nazismo durante a aula. Segundo o depoimento, aquele era o terceiro contato dela com a turma, e ela não havia identificado problemas envolvendo Diego ou os demais estudantes.

Diego declarou que não é nazista, usava uma camisa da banda Death in June e um broche antinazista. Ele nega ter cometido os crimes atribuídos a ele. Em publicações nas redes sociais, Deivid afirmou ter sido alvo de agressões e insultos racistas ao tentar levar Diego à delegacia. Segundo Deivid, o estudante de História o chamou de “macaco”.

Os vigilantes e a professora também relataram à polícia a ausência de gestores da UFRJ no campus durante o tumulto. A universidade ainda não havia se manifestado sobre essas versões.

Na terça-feira, 1º, o IFCS anunciou medidas após a confusão, incluindo orientações sobre prisão em flagrante por particular, gravações audiovisuais, presença de não alunos em salas de aula e fluxo de acionamento.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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