Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Suspeição de Kassio muda cálculo político da campanha de Flávio Bolsonaro

Decisão amplia o foco da sessão do STF e dificulta a estratégia de concentrar a crise em Alexandre de Moraes.

Impedimento de Kassio surpreende campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: 2: Reprodução

A decisão de Kassio Nunes Marques de se declarar suspeito no julgamento do caso envolvendo Alexandre de Moraes surpreendeu integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O movimento alterou a avaliação política sobre a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), considerada histórica.

O grupo ligado a Flávio esperava que a crise mantivesse a pressão concentrada em Moraes e reforçasse o discurso de desgaste do Supremo. Com a suspeição de Kassio, porém, o caso passou a alcançar mais ministros e ficou mais difícil apresentá-lo como um confronto direto entre a Corte e o ministro.

A campanha também acompanha a atuação da ala favorável a Moraes. A avaliação dos aliados é de que esse grupo ampliou o debate ao incluir a atuação de André Mendonça, a condução da Polícia Federal (PF) e os efeitos de novas revelações sobre outros integrantes do tribunal.

Kassio preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que o coloca no ambiente institucional da disputa de 2026. Por isso, sua decisão tem peso adicional para os cálculos da campanha.

O que está em análise no Supremo

A sessão examina um relatório da PF com mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes de avaliar se o material justifica uma investigação contra o ministro, o plenário deverá analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o documento.

A PGR afirma que André Mendonça determinou a produção do relatório sem pedido anterior do Ministério Público ou da própria PF e sem levar a medida previamente ao plenário. Há ministros que consideram possível encerrar o caso sem analisar o conteúdo das mensagens caso a nulidade seja aceita. Outros avaliam que os elementos já conhecidos ainda podem ser discutidos para decidir sobre uma nova investigação.

A sessão ocorre em meio a uma disputa sobre o acesso às provas e a condução das apurações. Antes do encontro, ministros discutiram quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda-feira (14), a PF informou ter entregue aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Vorcaro. No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de um processo com detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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