Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos propõe retirar gratuidade de Direito, Sociologia e Antropologia

Candidato do Missão também criticou a autonomia universitária e classificou Fies e ProUni como “fiascos”.

Renan Santos quer acabar com curso de Direito gratuito e outras duas graduações e chama Fies e Prouni de ‘fiascos’

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, defendeu nesta quinta-feira (9) o fim da gratuidade em cursos de Direito, Sociologia e Antropologia. Ele também propôs acabar com a autonomia universitária e concentrar os recursos públicos do ensino superior em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A declaração foi feita durante um evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil. Para Santos, essas áreas devem receber prioridade por contribuírem para o aumento da produtividade. O candidato afirmou ainda que quem quiser cursar Sociologia ou Direito deverá pagar pela formação.

A autonomia universitária permite que as instituições de ensino superior administrem suas atividades acadêmicas, administrativas e financeiras sem interferência direta do governo. A Constituição Federal estabelece, no Artigo 207, que as universidades públicas têm autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial.

Santos defendeu que o poder público amplie as parcerias entre universidades e empresas privadas. Também afirmou que os incentivos destinados a instituições particulares deveriam ser concentrados em poucas universidades.

Críticas a programas de acesso

O candidato classificou o Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, e o ProUni, Programa Universidade para Todos, como “fiascos”. Segundo ele, os programas endividaram estudantes e o modelo de renúncias fiscais no ensino superior favoreceu grupos educacionais que chamou de fábricas de diploma.

Ao justificar a proposta de priorizar as áreas exatas e tecnológicas, Santos criticou a produção científica das universidades e disse que ela não teria utilidade. Ele também relacionou a autonomia universitária a regras próprias para aumentos salariais e a problemas de gestão.

A proposta apresentada pelo candidato prevê, portanto, a redução do financiamento público para a formação em Sociologia, Antropologia e Direito, além da mudança na forma de administração das universidades. No lugar desse modelo, ele defende investimentos concentrados em tecnologia, biotecnologia, engenharia e ciências exatas.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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