Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos promete combater o Centrão e rejeita alianças no segundo turno

Candidato do Missão também defendeu mudanças em regras fiscais, autonomia do Banco Central e não reconheceu a legitimidade de Alexandre de Moraes.

Renan Santos diz que dever do partido dele é derrotar o Centrão
Foto: Gabriel Silva/Raspress/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, afirmou que o partido tem como prioridade derrotar o Centrão. Durante uma sabatina nesta sexta-feira, 11, ele classificou o grupo como a principal anomalia da política brasileira e disse que a vitória do Missão representaria, necessariamente, uma vitória da democracia no país.

Santos voltou a defender a desvinculação dos pisos da saúde e da educação. Segundo ele, a mudança permitiria maior controle das contas públicas, ampliaria a capacidade de o governo propor o orçamento e aumentaria os investimentos. Na avaliação do candidato, esses fatores contribuiriam para elevar a riqueza geral e o poder de compra.

O candidato também afirmou que sua proposta para o salário mínimo prevê mudanças nos gatilhos automáticos usados para reajustar benefícios. Ele não detalhou, na sabatina, outras alterações no modelo.

Outras propostas

Renan Santos declarou ser pessoalmente favorável à pena de morte, mas afirmou que o tema não seria trabalhado durante um primeiro mandato. Questionado sobre ser radical, negou essa classificação e disse se considerar uma pessoa sensata.

Em uma rodada de respostas rápidas, o candidato defendeu uma dosimetria para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, a alteração completa do foro privilegiado e o fim da reeleição. Também declarou apoio à autonomia do Banco Central.

Santos rejeitou a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro, do PL, ou Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em um eventual segundo turno. Ele disse que não trabalharia com a hipótese de se unir a esses grupos políticos e os acusou de corrupção.

Sobre a crise do Supremo Tribunal Federal, o candidato afirmou que os acontecimentos poderiam mudar a dinâmica das eleições nas próximas duas semanas. Santos também disse que não reconhece Alexandre de Moraes como legítimo após revelações sobre um suposto envolvimento do ministro com o Banco Master.

Ao comentar quem seria mais afetado pela crise no Supremo, afirmou acreditar que Lula seria o principal atingido, mas acrescentou que ainda seria necessário observar o que surgiria em relação a Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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