Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Investigação aponta feminicídio de médica após ataque em Maringá

João Vitor Domingues Romeiro teve a prisão preventiva decretada após a morte de Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos.

Investigação aponta feminicídio de médica após ataque em Maringá

A Justiça do Paraná decretou a prisão preventiva de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, investigado pela morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos. O caso é tratado como feminicídio.

A conversão da prisão em flagrante foi solicitada pelo Ministério Público do Paraná e aceita pelo Tribunal de Justiça do Paraná. No parecer, o MP afirmou que Romeiro teria invadido o apartamento da ex-companheira por não aceitar o fim do relacionamento.

Atendimento e confissões

A Polícia Militar foi chamada para acompanhar o atendimento de Romeiro, que apresentava ferimentos graves no pescoço e no tórax. Testemunhas disseram que ele havia admitido o crime. Às primas, segundo o registro policial, ele afirmou: "Briguei com Gassi e matei ela".

Romeiro também telefonou para uma prima e disse que havia feito uma besteira e matado a ex-companheira enforcada no apartamento. A defesa informou que ainda analisa o caso e que se manifestará posteriormente.

Criança encontrada no imóvel

O irmão da médica foi ao apartamento depois de receber uma ligação da mãe de Romeiro, que relatou que o filho havia chegado em casa ensanguentado. Como ouviu o bebê chorando, ele arrombou a porta, que estava trancada.

A criança, de 8 meses, estava no imóvel. Conforme o depoimento do policial responsável pelo atendimento, Romeiro contou aos familiares que havia colocado o filho para dormir e o deixado no apartamento. O bebê permaneceu no local até a chegada da família.

Gassi foi localizada caída, com ferimentos provocados por faca. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte no apartamento, onde a perícia encontrou três facas próximas ao corpo.

Perícia no apartamento

Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá, informou que havia sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue. Em vídeo publicado nas redes sociais no último domingo, 6, ele descreveu o local como "um cenário de terror" e declarou que a médica teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.

Gassi trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá. Em nota de pesar, a prefeitura afirmou que ela atuava no cuidado com a população. Pessoas que tiveram contato com a médica também publicaram mensagens de solidariedade e homenagem.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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