VILA VELHA — Uma diarista de 30 anos foi encontrada morta na madrugada deste domingo (13), no bairro Jabaeté, em Vila Velha. O companheiro dela, de 23 anos, e o cunhado, de 19, foram presos em flagrante após a perícia indicar que a cena de um possível suicídio teria sido simulada.
Lucelena dos Santos foi localizada por uma amiga com uma corda no pescoço e pendurada. A mulher foi levada à UPA de Riviera da Barra, mas chegou à unidade já sem vida.
Perícia encontrou sinais incompatíveis
A Polícia Científica constatou que as lesões no pescoço não eram compatíveis com a corda usada na cena. O objeto não apresentava sinais de tensão, e a maneira como estava preso ao caibro do telhado também não correspondia à lesão identificada.
Segundo Regis Farani, chefe do Departamento de Perícia Externas da Polícia Científica (PCIES), a vítima teria sofrido a compressão no pescoço em outro momento. Depois, a corda teria sido colocada no local para criar um contexto de suicídio.
"A lesão era mais consistente com um estrangulamento", afirmou o perito. Ele explicou que os elementos analisados até agora são compatíveis com a hipótese de homicídio, mas destacou que o exame do IML ainda está em andamento e depende de análises laboratoriais.
A cena também foi parcialmente alterada quando a amiga retirou Lucelena da corda na tentativa de socorrê-la. Para a perícia, a colocação posterior da corda teria sido uma alteração intencional para simular um suicídio.
Prisão e investigação
De acordo com Raffaella Aguiar, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), a vítima e o companheiro teriam passado a noite consumindo bebida alcoólica e usando drogas. Pela manhã, os dois teriam se desentendido. Algum tempo depois, a amiga encontrou o corpo.
A polícia também recebeu o relato de que o filho da vítima teria visto o companheiro e o irmão dele colocando a corda ao redor do pescoço de Lucelena. Após reunir esse depoimento e os vestígios da perícia, a Polícia Civil autuou os dois homens em flagrante.
Os suspeitos foram levados inicialmente à delegacia para prestar esclarecimentos. Durante o interrogatório, permaneceram em silêncio. A investigação tenta esclarecer a participação de cada um na morte e identificar a motivação do crime.








