Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Operação prende quatro suspeitos de usar identidade de advogados em golpes

Investigação do MPES aponta perfis falsos, pedidos de Pix e uso indevido de nomes e imagens de escritórios de advocacia.

Operação prende quatro suspeitos de usar identidade de advogados em golpes

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) prendeu temporariamente quatro investigados na Operação “Bacharéis do Crime”, realizada na manhã desta sexta-feira (11). O grupo é suspeito de aplicar estelionatos e cometer outros crimes contra o patrimônio usando, sem autorização, a identidade de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

As medidas foram autorizadas pela Justiça e também incluíram mandados de busca e apreensão. Três prisões ocorreram no município da Serra e a outra foi cumprida em uma unidade prisional da Grande Vitória, onde um detento recebeu um novo mandado. O caso tramita sob sigilo judicial, informou o MPES.

Nas abordagens, os investigados criavam perfis falsos com nomes, fotografias e imagens de escritórios de advocacia. Os contatos aconteciam principalmente pelo WhatsApp, com os suspeitos se apresentando como advogados ou funcionários desses escritórios.

As vítimas recebiam mensagens sobre supostos valores a receber ou sobre a vitória em uma ação judicial. Depois, eram cobradas por taxas, custas processuais e despesas administrativas fictícias, geralmente por transferências via Pix. Para acelerar os pagamentos, os criminosos criavam a impressão de que o dinheiro precisava ser enviado imediatamente.

A investigação identificou vínculos familiares e afetivos entre os suspeitos, além do compartilhamento de linhas telefônicas e contas bancárias usadas nas fraudes. Ao todo, foram relacionadas ao grupo 42 linhas telefônicas, 13 endereços de e-mail e diversas chaves Pix.

Falsa campanha para tratamento médico

Em outro episódio, os investigados teriam criado um perfil falso em nome de um advogado e usado, sem autorização, a fotografia do filho dele. A publicação dizia que a criança tinha leucemia e pedia doações para um suposto tratamento.

O advogado informou ao MPES que o filho nunca teve a doença. O órgão afirmou que os profissionais citados na investigação são vítimas das fraudes, assim como os clientes deles.

As buscas procuram celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. Os investigadores também tentam definir a participação de cada suspeito e verificar se há mais envolvidos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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