Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Obra de Zélia Amador pode virar patrimônio cultural do Pará

Projeto na Alepa destaca a produção literária e a atuação de Zélia Amador na educação e no movimento negro paraense.

Obra de Zélia Amador pode virar patrimônio cultural do Pará

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) previa analisar nesta terça-feira (8) um projeto de lei que reconhece a obra literária de Zélia Amador de Deus como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A discussão ocorreu no mesmo dia da morte da professora, escritora, atriz e diretora de teatro, aos 76 anos, em Belém.

A proposta já havia recebido parecer favorável das comissões de Justiça e Cultura e seria levada a turno único. O texto apresentado pela deputada Lívia Duarte ressalta a contribuição de Zélia para a educação, as artes e a defesa dos direitos da população negra, além de sua participação na formulação de políticas de ações afirmativas no Pará.

Entre os pontos mencionados está a presença da professora na criação da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), no fim da década de 1970. Ela também ajudou a fundar o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), em 1980.

Produção e trajetória

A justificativa cita o livro “Caminhos Trilhados na Luta Antirracista”. A obra reúne reflexões sobre igualdade racial e aborda períodos ligados à resistência à ditadura militar, à redemocratização brasileira e à organização do movimento negro contemporâneo.

Nascida no Pará, Zélia manteve sua carreira ligada à Universidade Federal do Pará (UFPA) e à defesa dos direitos das comunidades quilombolas. Na universidade, onde trabalhava desde 1978, foi vice-reitora entre 1993 e 1997.

Em 2016, assumiu a primeira Assessoria da Diversidade e Inclusão Social da UFPA, criada durante a gestão do então reitor Emmanuel Tourinho. Três anos depois, em 2019, recebeu o título de professora emérita. Foi a primeira docente negra e a segunda professora da área de Artes a receber essa homenagem na instituição.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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