BELÉM — Uma moto aquática atingiu uma lancha de transporte de passageiros que estava parada no porto de um morador da ilha do Combu, por volta das 18h do último sábado (19). O casal que estava na moto aquática deixou o local sem prestar assistência à proprietária do barco, Rosalina Conceição Trindade, de 60 anos.
O motor da lancha tinha 23 dias de uso e havia sido comprado com as economias da moradora. Rosalina, que fez aniversário neste domingo (20), afirmou que ficou em choque com a batida e ainda não havia conseguido registrar a ocorrência policial.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que a moto aquática bate no motor da lancha, desvia e segue viagem acompanhada por outra moto aquática. Testemunhas gritaram para que o condutor esperasse, mas ele deixou a área.
Prejuízo ainda será avaliado
Um mecânico do espaço náutico da cooperativa dos barqueiros faria, nesta segunda-feira (21), uma avaliação dos danos no motor. Para levá-lo até o local, Rosalina informou que precisaria alugar uma lancha. Ela também relatou que começaria o dia com gastos provocados pelo acidente.
Moradores afirmam que acidentes e infrações envolvendo veículos aquáticos têm sido frequentes na ilha do Combu. Segundo Rosalina, o tráfego em alta velocidade alterou a rotina da comunidade e dificultou o uso de cascos e canoas para a locomoção pelas águas.
A Marinha do Brasil informou, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), que acompanha a ocorrência registrada na Ilha do Combu, em Belém. O órgão disse ter entrado em contato com o Centro Integrado de Operações (CIOP) para reunir informações e esclarecer as circunstâncias do caso.
A CPAOR afirmou que mantém fiscalização permanente do tráfego aquaviário nas vias sob sua jurisdição, incluindo a Região Metropolitana de Belém, a Ilha do Combu e municípios do interior. As ações verificam documentos das embarcações e dos tripulantes, condições de navegabilidade, instrumentos de navegação e equipamentos de segurança e salvatagem.
Quando são encontradas irregularidades, a Marinha informou que adota as medidas administrativas previstas nas normas, conforme a natureza e a gravidade de cada situação. O órgão também reforçou a importância da participação da sociedade na segurança da navegação e disponibilizou o Disque Emergências Marítimas e Fluviais, pelo número 185, além dos canais da CPAOR: (91) 3218-3953 e (91) 98134-3000.








