BELÉM — Um marinheiro de 22 anos foi preso preventivamente em Belém sob suspeita de agredir fisicamente e praticar violência sexual contra o enteado, de 7 anos. Os crimes teriam ocorrido durante as férias escolares da criança em Muaná, no Arquipélago do Marajó.
A prisão foi cumprida na quarta-feira (16), no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), por ordem da Vara Única de Muaná. A Polícia Civil investiga o homem por lesão corporal qualificada, considerando o parentesco com a vítima, e estupro de vulnerável.
Como começou a investigação
O pai da criança procurou a unidade policial de Muaná depois de perceber marcas nas pernas e nas coxas do filho durante um banho. O episódio ocorreu em 24 de julho de 2026, quando a criança passava férias com ele.
Ao ser questionado sobre as lesões, o menino afirmou que havia sido agredido com um cinto pelo padrasto. O pai fotografou as marcas, e as imagens foram anexadas ao procedimento. Um exame de lesão corporal confirmou a agressão, informou a Polícia Civil.
Durante escuta especializada, a criança também relatou que tinha medo do padrasto. Segundo a polícia, o menino disse que, além das agressões físicas, o investigado tocava repetidamente em seus órgãos genitais, causando medo e dor.
Posicionamento da Marinha
A Marinha do Brasil informou que mantém o marinheiro sob custódia em uma de suas organizações militares em Belém, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva. O militar, integrante do serviço militar voluntário, permanece à disposição da Justiça.
A instituição declarou que acompanha o processo judicial e que adotará as medidas administrativas cabíveis, incluindo a abertura de processo administrativo com o objetivo de desligá-lo dos quadros da Força. A Marinha também afirmou que repudia condutas contrárias às leis e aos preceitos éticos.








