Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Polícia e MP investigam lesões sofridas por jovem no Hopi Hari

Julia Rimoli Bossoni teve traumatismo craniano após a segunda passagem pela montanha-russa Montezum e ficou internada por 57 dias.

Polícia e MP investigam lesões sofridas por jovem no Hopi Hari

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam o caso de Julia Rimoli Bossoni, de 28 anos, que sofreu traumatismo craniano após andar na montanha-russa Montezum, do parque Hopi Hari. O episódio ocorreu em 20 de abril deste ano, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

A jovem, que é administradora, visitava o parque com o marido, João Pedro Bossoni Dionisio. Segundo o Hopi Hari, ela passou pela atração duas vezes no mesmo dia. A primeira visita ocorreu às 11h, e a segunda, cerca de cinco horas depois, por volta de 16h30. Foi na segunda passagem que ela apresentou um quadro de convulsão e recebeu atendimento no ambulatório do parque.

Julia permaneceu internada por 57 dias na Santa Casa de Vinhedo e depois foi transferida para Londrina, no Paraná. Para o marido, o traumatismo craniano foi “decorrente dos fortes impactos e solavancos da atração”.

Novas diligências na investigação

Em manifestação protocolada em 24 de agosto de 2026, a 2ª Promotoria de Justiça de Vinhedo pediu o retorno do caso à Delegacia de Polícia de Vinhedo para a realização de novas diligências. Entre as medidas está uma perícia do Instituto de Criminalística no carrinho usado pela vítima e na estrutura da Montezum.

A perícia deverá verificar as condições de manutenção e funcionamento da atração, além de possíveis falhas de segurança ou riscos estruturais que possam causar lesões semelhantes. O Ministério Público também solicitou o envio dos prontuários médicos ao Instituto Médico-Legal para a elaboração de exame de corpo de delito indireto.

Foram requisitadas ainda cópias dos atendimentos realizados no ambulatório do Hopi Hari, na Santa Casa de Vinhedo e no Hospital Unimed de Londrina. O parque também deverá prestar esclarecimentos sobre o sistema de fotos comerciais da atração. A empresa afirma que não há câmeras no trajeto de descida, enquanto a defesa da vítima aponta a existência de um ponto de captura de imagens comercializado no local.

A defesa de Julia pediu uma perícia presencial para catalogar, fotografar e inspecionar sensores, câmeras e dispositivos de captação de imagens instalados no percurso. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o processo estava no Juizado Especial Criminal de Vinhedo e retornou à delegacia com a solicitação de documentos e perícia. A corporação aguarda o laudo técnico.

Posicionamento do parque

O Hopi Hari informou que a Montezum tem certificação internacional do Grupo TUV Nord e que o parque segue protocolos de segurança, treinamento de funcionários e a norma ABNT NBR 15926-2023. A empresa disse que as inspeções de atrações radicais ocorrem anualmente e que há orientações visuais, sonoras e dos operadores antes do embarque.

O parque também afirmou que, de janeiro de 2026 até o momento, mais de 870 mil pessoas o visitaram, sendo aproximadamente 470 mil na Montezum. Segundo a empresa, a atração é a mais visitada do local.

O Hopi Hari declarou ainda que acompanhou o tratamento da visitante e custeou despesas durante a permanência dela em Vinhedo, além de disponibilizar suporte jurídico e seguro à família. A empresa citou parecer do Ministério Público que, segundo sua nota, apontou não haver risco coletivo, defeito no projeto da montanha-russa ou negligência. A investigação, porém, ainda aguarda a perícia técnica solicitada pela Polícia Civil.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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