Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro articula adiamento da votação sobre o fim da escala 6×1

Senador pediu a Davi Alcolumbre que a análise da PEC ocorra somente depois das eleições de 2026.

Sakamoto: Flávio aproveita crise no STF e consegue barrar votação do fim da 6×1
Foto: Reprodução

A votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 no Senado deve ficar para depois das eleições de 2026. O adiamento foi articulado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que procurou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após a aprovação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta passou pela comissão na quarta (2), mas Alcolumbre anunciou que a análise no plenário ocorrerá ainda em 2026, somente após o pleito. A decisão foi tomada depois de Flávio afirmar que a votação poderia desequilibrar as eleições.

Disputa em torno da proposta

Defensores do fim da 6×1 no governo avaliam que o adiamento pode dificultar a aprovação. O argumento é que a disputa por dois terços do Senado nesta eleição estimulava os parlamentares a apoiar a mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados aprovaram a proposta, inclusive parlamentares que haviam feito críticas ao texto.

Pesquisas citadas na avaliação do governo indicam que cerca de 70% da população apoiam o fim da escala, com adesão entre eleitores de diferentes correntes políticas. A aprovação da PEC é tratada como uma aposta de Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar sua popularidade na etapa final da campanha.

Antes de atuar pelo adiamento, Flávio tentou avançar com uma proposta de remuneração por hora trabalhada. Segundo a avaliação apresentada no debate, o texto permitiria mais flexibilidade, mas não acabaria com a escala 6×1. A definição de uma eventual redução da jornada ficaria a cargo da negociação entre patrão e empregado.

Flávio criticou o fim da escala, mas evitou declarar publicamente que votaria contra a matéria. Em vez disso, disse que apoiaria a proposta alternativa. “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”, afirmou.

Na CCJ, o senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da proposta alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista. A análise foi retomada uma hora depois. Marinho também tentou incluir trechos de seu texto na PEC do fim da 6×1, mas a sugestão foi rejeitada pelos demais senadores.

Durante a discussão, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem diminuir os salários aumentaria os custos. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam considerados dessa forma. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do partido votaram contra o fim da escala 6×1.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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