Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro articula adiamento de votação sobre o fim da escala 6x1

Senador pediu a Davi Alcolumbre que a análise da PEC ocorra somente após as eleições de 2026.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1. Após a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que a análise no plenário fosse realizada apenas depois das eleições.

A decisão foi anunciada por Alcolumbre, que afirmou que a proposta deve ser votada ainda em 2026, mas após o período eleitoral. A avaliação de integrantes do governo e de senadores da base e da oposição é que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal abriu espaço para a articulação de Flávio e seus aliados.

Os questionamentos citados envolvem os desdobramentos do escândalo do Banco Master, a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e a relatoria do ministro André Mendonça em inquéritos relacionados aos casos do Master e do INSS.

Disputa em torno da proposta

Defensores do fim da escala 6x1 no governo afirmam que o adiamento pode dificultar a aprovação da PEC. Dois terços do Senado estão em disputa nas eleições, e essa circunstância era apontada como um incentivo para que parlamentares apoiassem a mudança.

Na Câmara, 472 dos 513 deputados aprovaram a proposta. O fim da escala também teria apoio de cerca de 70% da população, conforme os institutos de pesquisa mencionados por Leonardo Sakamoto. O apoio alcançaria eleitores de diferentes correntes políticas, do lulismo ao bolsonarismo.

Antes de defender o adiamento, Flávio tentou avançar com uma proposta de remuneração por hora trabalhada. A medida manteria a escala 6x1 como limite e deixaria eventuais mudanças na jornada ou na escala para negociação entre patrão e empregado. A proposta não avançou na CCJ.

Flávio evitou declarar publicamente que votaria contra o fim da escala 6x1. Em vez disso, disse que apoiaria a proposta alternativa. “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”, afirmou.

Na CCJ, o senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da proposta alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista do texto. A análise foi retomada uma hora depois. Marinho também tentou incluir trechos da proposta alternativa na PEC do fim da escala 6x1, mas a sugestão foi rejeitada pelos demais senadores.

Durante o debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem diminuir os salários elevaria os custos. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam considerados dessa forma. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6x1.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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