Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Espírito Santo tem embriões congelados desde 1998, diz levantamento

Quatro centros de reprodução assistida no estado armazenaram 8.791 embriões entre 2020 e 2025, segundo dados da Anvisa.

Espírito Santo tem embriões congelados desde 1998, diz levantamento

Clínicas de reprodução humana assistida do Espírito Santo mantêm embriões congelados há mais de 28 anos. Dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), registram 8.791 embriões armazenados em quatro centros do estado entre 2020 e 2025.

Na clínica Jules White, há embriões guardados desde fevereiro de 1998, conforme a ginecologista e especialista em Reprodução Humana Cindy White. O material é mantido em tanques com nitrogênio líquido a -196°C, temperatura que interrompe quase totalmente a atividade metabólica.

Idade do embrião e da mulher

Cindy White explica que o tempo de armazenamento não altera a idade biológica associada aos óvulos usados na formação do embrião. Assim, um embrião criado a partir de óvulos de uma mulher de 30 anos conserva esse potencial mesmo se for transferido quando ela tiver 40.

A idade da mulher no momento da transferência, porém, pode interferir no resultado. Alterações no útero e outras condições de saúde podem reduzir as chances de gravidez e elevar o risco de complicações obstétricas.

A técnica mais utilizada atualmente é a vitrificação, um congelamento ultrarrápido que reduz a formação de cristais de gelo capazes de danificar as células. Substâncias crioprotetoras também são usadas para proteger o embrião durante o armazenamento.

Descongelamento e destino do material

O ginecologista Ronney Guimarães, especialista em Reprodução Humana Assistida e parceiro da clínica Unifert, afirma que existe um risco pequeno de perda durante o descongelamento, estimado em torno de 2% a 5%. Segundo ele, as complicações relacionadas à gestação em mulheres acima de 40 anos estão ligadas principalmente à idade da paciente, e não ao embrião.

Quando o casal não pretende utilizar o material, as opções incluem o descarte, a doação para pesquisas ou a doação a outros casais, conforme as regras aplicáveis. A decisão deve ser registrada por escrito antes da formação dos embriões, com a indicação do destino desejado caso eles permaneçam congelados.

Relatos de tratamento

A empresária Fabiane Vailant, de 44 anos, e o empreendedor Cristiano da Mata, de 45, tiveram Gabriel, de 16, e Lívia, de 7, após tratamentos de fertilização in vitro. Os embriões foram congelados na mesma época; Gabriel foi implantado um mês depois.

Fabiane relata que passou por uma perda gestacional após uma nova implantação. Dez anos depois, outro embrião foi transferido, resultando no nascimento de Lívia. Ela descreveu essa etapa como mais simples do que a experiência anterior.

Um caso recente na Grécia também envolveu um embrião mantido congelado por mais de 22 anos. Christina Rapti-Tzelepi deu à luz uma filha aos 54 anos, idade máxima permitida no país para o procedimento, após ela e o marido perderem o filho de 21 anos em um acidente de trânsito em outubro do ano passado.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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