Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Cury pede investigação de Moraes; Renan vê disputa política no STF

Candidatos à Presidência comentaram a crise no Supremo e defenderam posições diferentes sobre investigações e disputas internas na Corte.

Cury defende que Moraes seja investigado e Renan Santos diz que crise no STF é disputa de ‘facções’

Os candidatos à Presidência Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) voltaram a comentar nesta quinta-feira (10) a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Cury defendeu a investigação do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que eventual comprovação de irregularidades deve levar ao impeachment. Renan classificou o conflito na Corte como uma disputa de poder entre grupos políticos.

Durante um encontro na Genial Investimentos, Cury disse que autoridades devem ser investigadas independentemente do cargo e que as apurações precisam avançar sem proteger possíveis envolvidos. “Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou.

O candidato também mencionou o caso do Banco Master, que chamou de uma “vergonha”, e cobrou rapidez e conclusão nas investigações. Para Cury, é necessário esclarecer responsabilidades e evitar que os procedimentos se prolonguem. Ele afirmou ainda que Moraes deve permanecer no cargo se não houver irregularidade comprovada, mas sofrer impeachment caso a apuração indique o contrário.

Críticas à atuação do Supremo

Após um evento na Amcham, Renan Santos declarou que o STF deixou de tratar apenas de questões jurídicas e passou a concentrar disputas de poder. Na avaliação dele, há grupos ligados ao petismo e ao bolsonarismo em conflito dentro da Corte.

Renan disse que o ministro André Mendonça tem se destacado por expor publicamente um problema envolvendo outros integrantes do Supremo. Ele também criticou a reação de Alexandre de Moraes e a decisão de Edson Fachin de suspender medidas de Mendonça e Flávio Dino sobre o cargo do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Fachin também retirou Moraes do inquérito das fake news em outra decisão. Para Renan, o Supremo se tornou um espaço de disputa política. Ele defendeu que Fachin imponha uma reorganização na Corte e afirmou que o tribunal deverá buscar entendimento com qualquer governo eleito.

Ao comentar as indicações que o próximo presidente fará ao STF, Renan citou possíveis acordos tanto em um eventual governo de Flávio Bolsonaro quanto em uma administração de Lula. Na avaliação dele, a composição dependerá da maioria que o presidente conseguir formar no tribunal.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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