Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Cleitinho é acusado de usar aviões particulares em viagens a Brasília

Ex-deputado afirma que o senador mineiro usou aeronaves ligadas a aliados entre Minas Gerais e Brasília durante o mandato.

Carona VIP de Cleitinho: do discurso de austeridade aos jatos particulares
Foto: Ton Molina/Agência Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, é acusado por um ex-deputado federal do estado de usar aeronaves particulares em viagens entre Minas e Brasília desde o início do mandato. O relato contrasta com declarações do parlamentar de que faria o trajeto de carro.

Segundo a denúncia, Cleitinho teria utilizado aviões de Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido, e viajado, entre 2025 e 2026, em um Cesna 210L, de prefixo PR-SBS. A aeronave pertence ao empresário e fazendeiro Roberto Altino, de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.

De acordo com o ex-deputado, Altino é amigo pessoal de Pettersen e o avião era cedido para que o senador viajasse semanalmente entre Divinópolis e Brasília. O trajeto partiria de uma pista alternativa em uma fazenda da região e terminaria no aeródromo de São Sebastião, próximo à capital federal.

Relação política

A ligação entre Cleitinho e Pettersen também envolve a trajetória partidária do senador. Pettersen o levou para o então PSC, legenda pela qual Cleitinho foi eleito em 2022. Em dezembro daquele ano, os dois deixaram o partido após a sigla não atingir a cláusula de barreira e iniciar um processo de fusão com o Podemos.

Pettersen é investigado no caso conhecido como Farra do INSS. Um jatinho ligado ao deputado foi sequestrado por determinação do ministro André Mendonça e colocado em leilão por R$ 8 milhões. A investigação levantou a suspeita de que a aeronave tenha sido comprada com dinheiro relacionado ao esquema.

O ex-deputado afirma que Cleitinho não usou especificamente o avião levado a leilão, mas teria viajado diversas vezes em outro turboélice de Pettersen, avaliado em aproximadamente US$ 22 milhões.

A assessoria do senador foi procurada e não respondeu até a publicação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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