Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Ação pede perda do mandato e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso

Deputados do PT afirmam que o parlamentar divulgou um suposto relatório da Polícia Federal para contestar suspeitas da Operação Compliance Zero.

Deputados acionam PGE e pedem inelegibilidade de Nikolas Ferreira por abuso de poder

Três deputados federais do PT pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral a cassação do mandato e a inelegibilidade de Nikolas Ferreira (PL-MG) por oito anos. A representação sustenta que o parlamentar divulgou nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal para negar suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero.

A petição também solicita a abertura de inquérito criminal para investigar possível falsificação de selos públicos e disseminação de desinformação. Para os parlamentares, a conduta pode caracterizar abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social.

A controvérsia envolve mensagens e áudios trocados entre Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro. O material foi obtido em um celular apreendido pela Polícia Federal durante a operação que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

O que aponta o laudo

Um laudo técnico anexado à ação descreve inconsistências na imagem compartilhada nas redes. O documento apresentava conversas datadas de janeiro de 2025, embora as mensagens reais da investigação tenham ocorrido em março de 2025.

A imagem também não continha assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento nem código de verificação. Outra divergência apontada está na página 156: no relatório verdadeiro da Polícia Federal, ela trata de pagamentos a um escritório de advocacia, e não do conteúdo exibido na imagem que circulou na internet.

A Polícia Federal negou ter produzido o documento ou realizado a análise indicada no material. A imagem simulava uma conclusão oficial da corporação e afirmava que não havia indícios de crimes cometidos pelo deputado.

Nikolas Ferreira afirmou nas redes sociais que não sabia que o documento era falso. Segundo ele, a publicação havia sido compartilhada de outra página e foi apagada após a repercussão.

Os deputados Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) argumentam que a remoção não elimina o impacto da divulgação. Eles destacam que o deputado reúne mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais e dizem que as regras eleitorais exigem a verificação de conteúdos de terceiros antes da publicação.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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