A distância entre a cor natural do cabelo e o tom desejado influencia a intensidade do clareamento. De acordo com a American Academy of Dermatology (AAD), alterações de mais de três tons costumam exigir concentrações maiores de peróxido, aumentando a possibilidade de danos à fibra capilar.
Quando a mudança é menor, o procedimento tende a demandar menos remoção dos pigmentos naturais. Por isso, considerar uma tonalidade próxima à original pode reduzir a necessidade de processos mais agressivos, embora isso também dependa da técnica e da condição inicial dos fios.
O clareamento modifica componentes da fibra capilar para retirar a pigmentação. Com uma ação química mais intensa, o cabelo pode perder resistência e ficar mais seco, frágil e propenso à quebra. A realização repetida do procedimento ou o uso de técnicas muito intensas pode ampliar esse efeito.
O estado dos fios antes da mudança
A condição do cabelo antes do clareamento também deve ser levada em conta. Fios que já passaram por coloração, descoloração, alisamento ou outros procedimentos químicos podem apresentar uma tolerância diferente a uma nova aplicação. Avaliar essa condição antes de alterar a tonalidade ajuda a definir se o cabelo está resistente para passar pelo processo.
Para diminuir a possibilidade de danos, é importante evitar a sobreposição desnecessária de procedimentos químicos e seguir as instruções do produto. Depois do clareamento, o uso de produtos adequados ao tipo de cabelo, o condicionamento regular e a redução da exposição a fontes de calor podem ajudar a lidar com o ressecamento e a fragilidade.
Se houver quebra intensa ou alterações importantes depois do procedimento, a orientação é procurar um dermatologista.







