Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

OMS reafirma segurança das vacinas infantis e rejeita vínculo com autismo

Organização diz que imunizantes recomendados para crianças são seguros e que calendários devem seguir evidências científicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou que as vacinas recomendadas para crianças são seguras e não causam autismo. A declaração foi feita pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em vídeo divulgado nesta segunda-feira (14).

A manifestação ocorreu depois que autoridades dos Estados Unidos anunciaram alterações na política de vacinação infantil. Para a OMS, as novas orientações americanas não acompanham o conjunto de evidências científicas disponível.

Mudanças no calendário dos Estados Unidos

A nova recomendação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) passou a considerar 11, em vez de 18, doenças no calendário de vacinação infantil. O documento também recomenda que a vacina tríplice viral seja aplicada separadamente. Conhecida como MMR, ela protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Entre as doenças e imunizações que deixaram de fazer parte da recomendação universal estão hepatite A, hepatite B, doença meningocócica, influenza (gripe) e vírus sincicial respiratório (VSR/RSV). No caso do VSR, o calendário anterior contabilizava a imunização por anticorpo monoclonal, e não uma vacina propriamente dita.

OMS pede decisões baseadas em estudos

Tedros afirmou que as recomendações são revisadas continuamente conforme novos dados científicos são produzidos. A entidade também alertou que atrasar doses ou ampliar o intervalo entre elas não aumenta a segurança da vacinação.

Segundo a OMS, mudanças sem respaldo científico podem prolongar o período em que bebês e crianças ficam suscetíveis a doenças capazes de provocar complicações graves. A organização defendeu que as políticas de imunização sejam formuladas a partir de revisões científicas rigorosas, independentes e transparentes.

A entidade afirmou ainda que as decisões devem considerar as evidências disponíveis e manter a proteção da população, especialmente de grupos mais vulneráveis.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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