A OG Moda Pet usa retalhos e peças que não seriam mais comercializadas para criar roupas e acessórios para cães e gatos. A loja, instalada no Mercado Novo, em Belo Horizonte, foi criada pela ONG O Grito e destina toda a receita das vendas à manutenção dos projetos da organização.
A operação também vende ecobags, produtos de higiene e outros acessórios. As peças podem ser customizadas individualmente, com frases escolhidas pelo cliente e fotos do próprio animal.
Léo Martins, líder e fundador da ONG O Grito e da OG Moda Pet, afirma que a entidade atende, em média, 500 crianças em atividades culturais e esportivas. As ações de inclusão produtiva alcançam aproximadamente 2 mil pessoas por ano. A organização ainda mantém o Favela 3D, voltado ao acompanhamento de famílias em situação de pobreza, e outros negócios sociais.
“100% do que é vendido volta novamente para o social”, explica Martins, ao falar sobre o modelo usado para gerar recursos para os projetos e cursos de qualificação profissional.
Do descarte à produção
A marca surgiu a partir das sobras de uma confecção mantida pelo Grito. O material passou a ser separado e reaproveitado como matéria-prima para novas peças, em uma proposta de economia circular.
A iniciativa tomou forma com o projeto Comunidade Empreendedora, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A organização participou de uma oficina de customização voltada ao mercado pet e, depois, promoveu um desfile com cachorros usando roupas produzidas por mulheres da comunidade. As peças apresentadas deram origem aos primeiros modelos da OG Moda Pet.
“Todos os tecidos são materiais que a gente consegue aproveitar”, diz Martins. Para ele, o processo também envolve o reaproveitamento de materiais da própria confecção.
Parceria com o Mercado Novo
A escolha do endereço ocorreu após estudos feitos durante a estruturação do negócio, com apoio do Sebrae. De acordo com Martins, a pesquisa indicou que o público da marca estava no Mercado Novo, que também tem uma proposta pet friendly e reúne iniciativas sociais e alternativas.
O acordo prevê a cessão do espaço por dois anos. No primeiro ano, não há cobrança de aluguel; no segundo, o valor corresponde a 50% do aluguel. A operação paga o condomínio.
O endereço recebeu ainda a Sagrado Loja, com incensos naturais, pedras, colares artesanais, objetos decorativos e acessórios; a Margelo Bolsas, que combina peças artesanais e salão de beleza; e a Caverna Vintage, dedicada à moda vintage e retrô, especialmente ao universo esportivo.
Também passaram a funcionar no local a New Market, com filmes para câmeras analógicas, câmeras descartáveis, modelos point-and-shoot e sala para gravação de podcasts, e a Uai-se Cream, que oferece sorvetes com sabores como doce de leite, goiabada, biscoito casadinho, pimenta e torresmo.
O Mercado Novo fica na Avenida Olegário Maciel, 742, no Centro de Belo Horizonte. O estacionamento está na Rua Rio Grande do Sul, 499. O funcionamento é de segunda-feira, das 7h às 20h; de terça a sábado, das 7h à meia-noite; e aos domingos e feriados, das 7h às 18h. Alguns estabelecimentos têm horários próprios.







